segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

DICAS DE SUSTENTABILIDADE - 2

O tema sustentabilidade tem estado presente na vida do homem diariamente, tornou-se um assunto da moda, mas, para que não se configure em uma onda passageira que logo é substituída por outro tema polêmico (como todo o modismo), é necessário que a sustentabilidade deixe de ser apenas um conceito e passe a fazer parte da cultura do homem moderno, de seus hábitos e ações é preciso ter atitudes sustentáveis.

A atitude sustentável é aquela praticada, quando adquirimos o que podemos chamar de pensamento sustentável, que vem a ser a ponderação dos seus atos cotidianos e o impacto que cada uma dessas ações tem no meio-ambiente e na própria sociedade.

Ciente, o indivíduo ou a empresa passa a adotar medidas e evitar os velhos hábitos rotineiros para evitar ou reduzir estes impactos, isto é ser sustentável.

Ter atitudes sustentáveis vai muito além das lâmpadas econômicas, aeradores nas torneiras e separação do lixo reciclável, sabemos que essas ações são importantes sim, mas para ser sustentável é preciso ter uma visão maior do que é a sustentabilidade, onde atitudes aparentemente pequenas produzem resultados surpreendentemente eficazes
.

DICAS DE SUSTENTABILIDADE - 1

Diante de tantas mudanças climáticas e após colocar em risco a própria existência do planeta, a sociedade percebeu que era necessário criar mecanismos que possam reverter a situação, ou pelo menos amenizá-la.

Conceitos como sustentabilidade, consciência ambiental, ecosustenabilidade, entre outros, passam a fazer parte de nosso dia-a-dia. Mas será que todos nós sabemos o significado destes termos?

Sustentabilidade é a capacidade de se auto-manter. Uma atividade pode ser considerada sustentável quando é capaz de manter-se por um tempo indeterminado, sem nunca se esgotar.

Ou seja, uma sociedade sustentável faz uso da água, do solo, do ar e da vida vegetal e animal de forma que estes jamais se esgotarão, utilizam os mesmos ao mesmo tempo em que criam ações que visam preservá-los para o uso no futuro.

Mesmo sem unanimidade, ONU “toma nota” do Acordo de Copenhague

Terminou oficialmente neste sábado, 19 de dezembro, a 15a Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, que teve como principal resultado o “Acordo de Copenhague”, elaborado por um alguns países na noite de sexta-feira e formalmente aceito pela ONU.

Sem aprovação unânime, o acordo terá como anexo uma lista de países contrários a ele. A iniciativa de “tomar nota” foi a saída encontrada para que o documento tenha
status legal suficiente e seja funcional, sem que seja necessária a aprovação pelas partes.

Segundo o jornal dinamarquês ‘Berlingske”, o presidente COP15, primeiro-ministro dinamarquês Lars Løkke Rasmussen, está satisfeito com desfecho. “Temos conseguido resultados. Agora, as nações terão que assinar o acordo, e se o fizerem, o que foi acordado terá efeito imediato”, destacou.

O otimismo do primeiro-ministro dinarmaquês não é o mesmo de muitos líderes. O Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, já na tarde da sexta-feira, 18/12, havia anunciado sua frustração com a conferência do clima. “Se a gente não conseguiu fazer até agora esse documento, eu não sei se algum anjo ou algum sábio descerá neste plenário e irá colocar na nossa cabeça a inteligência que nos faltou até agora”, alertou o presidente brasileiro.

Já para o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, que nos momentos finais chefiou a delegação brasileira, o acordo é insuficiente para que os países, principalmente os mais pobres, tenham condições de agir de forma efetiva.

De acordo com o texto, os países ricos se comprometeram a doar US$ 30 bilhões, nos próximos três anos, para um fundo de luta contra o aquecimento global. O acordo prevê US$ 100 bilhões por ano, em 2020. "Isso aqui é insuficiente, vamos continuar a luta pelo planeta", disse Minc. O ministro Carlos Minc ressaltou que esse valor que será colocado no fundo até 2012 - US$ 10 bilhões por ano - é menos do que o Brasil vai gastar para atingir sua meta voluntária de reduzir em até 39% das emissões de gases de efeitos estudo, até 2020. Ele explicou que para atingir sua meta, o Brasil vai gastar US$ 16 bilhões por ano. "Esse valor de US$ 30 bilhões para todos é menos do que o Brasil sozinho vai gastar para cumprir as nossas metas, aprovadas pelo nosso parlamento", destacou Minc.

O documento diz ainda que os países desenvolvidos se comprometeram em cortar 80% de suas emissões até 2050. Já para 2020, eles apresentaram uma proposta de reduzir até 20% das emissões, o que está abaixo do recomendado pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), que sugere uma redução entre 25% e 40% até 2020. Para a secretária de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental do Ministério do Meio Ambiente e membro do IPCC, Suzana Kahn, o resultado da COP15 foi decepcionante, uma vez que os chefes de estado discutiram mais a questão econômica das nações ricas e emergentes e se esqueceram daqueles que vão sofrer dramaticamente os efeitos da mudança climáticas. "Existem muitos países africanos, por exemplo, que irão sofrer demais com o aumento da temperatura. No entanto, parece que a discussão tomou um viés econômico e político, o que eu acho muito preocupante. A questão climática ultrapassa a fronteira ambiental. É uma questão de desenvolvimento, de justiça, de equidade", afirmou Suzana Kahn.

Principais pontos do Acordo de Copenhague:

- O acordo é de caráter não vinculativo, mas uma proposta adjunta ao acordo pede para que seja fixado um
acordo legalmente vinculante até o fim do próximo ano.

- Considera o aumento limite de temperatura de dois graus Celsius, porém não especifica qual deve ser o corte de emissões necessário para alcançar essa meta

- Estabelece uma contribuição anual de US$ 10 bilhões entre 2010 e 2012 para que os países mais vulneráveis façam frente aos efeitos da mudança climática, e US$ 100
bilhões anuais a partir de 2020 para a mitigação e adaptação. Parte do dinheiro, US$ 25,2 bilhões, virá de EUA, UE e Japão. Pela proposta apresentada, os EUA vão contribuir com US$ 3,6 bilhões no período de três anos, 2010-12. No mesmo período, o Japão vai contribuir com US$ 11 bilhões e a União Europeia com US$ 10,6 bilhões.

- O texto do acordo também estabelece que os países deverão providenciar "informações nacionais" sobre de que forma estão combatendo o aquecimento global, por meio de "consultas internacionais e análises feitas sob padrões claramente definidos".

- O texto diz: "Os países desenvolvidos deverão promover de maneira adequada (...) recursos financeiros ,
tecnologia e capacitação para que se implemente a adaptação dos países em desenvolvimento"

- Detalhes dos planos de mitigação estão em dois anexos do Acordo de Copenhague, um com os objetivos do mundo desenvolvido e outro com os compromissos voluntários de importantes países em desenvolvimento, como o Brasil.

- O acordo "reconhece a importância de reduzir as emissões produzidas pelo desmatamento e degradação das florestas" e concorda promover "incentivos positivos" para financiar tais ações com recursos do mundo desenvolvido.

- Mercado de Carbono: "Decidimos seguir vários enfoques, incluindo as oportunidades de usar os mercados para melhorar a relação custo-rendimento e para promover ações de mitigação.

FONTE: http://www.cop15brazil.gov.br/pt-BR/?page=noticias/acordo-de-copenhague

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

PROCESSO DE MUDANÇA CULTURAL EM FAVOR DA SUSTENTABILIDADE: A PARTICIPAÇÃO DAS ORGANIZAÇÕES INCENTIVANDO A SOCIEDADE CIVIL

O cenário mundial que vivenciamos, com o rápido processo de industrialização, aumento contínuo da população e elevado padrão de consumo e produção, resulta em desequilíbrios sociais, econômicos e ambientais.

São anos de intensa exploração dos recursos ambientais sem planejamento ou cuidado, cujos resultados podem ser observados em fatores como o efeito estufa, mudanças climáticas, degradação do meio ambiente, desigualdades sociais, entre outros.

Diante deste quadro, surge a idéia do Desenvolvimento Sustentável partindo da premissa de que as ações sustentáveis devem estar inseridas no cotidiano de todos: sociedade, governos e empresas.

A importância sustentabilidade já é uma unanimidade e seus conceitos são amplamente discutidos. Falta, porém, que a prática efetiva da sustentabilidade passe a integrar as ações de indivíduos, empresas e governos, o que, acredita-se, somente se dará com uma transformação cultural.

As mudanças nas ações surgem a partir da mudança do pensamento humano e se efetivam a partir de uma transformação cultural, na qual seja trabalhada não só a importância da sustentabilidade, mas também a responsabilidade que nos cabe a esse respeito e as conseqüências de nossas ações.

Tratando-se dos aspectos de uma realidade social, a cultura refere-se àquilo que caracteriza a existência de um povo, como as formas como um determinado grupo de pessoas se organiza socialmente, como produz o que necessitam para sobreviver ou como percebem o mundo à sua volta.

É preciso construir uma cultura para a sustentabilidade na qual todos os setores conscientizam-se e assumam sua responsabilidade em um processo de Desenvolvimento Sustentável. Uma transformação que nos leve do discurso à prática, em ações participativas e conjuntas.

O que se propõe não é direcionar toda a responsabilidade para o setor empresarial pelo processo de transformação cultural, mas chamá-lo a agir incentivando essa transformação, incentivando os cidadãos a se perceberem como agentes transformadores da sociedade em que vivem e, igualmente responsáveis pela sua comunidade.

Uma organização, para ser um agente transformador da cultura para a sustentabilidade precisa pensar e agir de forma sustentável. A organização, atuando como agente de transformação, inicia o processo de mudança cultural internamente, envolvendo todos os que com ela se relacionam, facilitando a obtenção de informação e assimilação do conhecimento, influenciando a mudança de hábitos a adoção de atitudes sustentáveis no dia a dia dentro e fora do ambiente empresarial.

A partir de um processo educativo e das vivências das ações sustentáveis na organização, transformando o conhecimento em ação, tornando perceptíveis os resultados e benefícios decorrentes, transformam-se os trabalhadores em cidadãos conscientes e participativos no processo de mudança cultural, os quais passam a ser, eles próprios, agentes transformadores em sua família e comunidade.

O indivíduo precisa visualizar e sentir os resultados de suas ações, os benefícios que as suas ações em sustentabilidade resultarão para si mesmo, para seu ambiente e para os demais indivíduos. Consciente de que os resultados das ações são positivos, ele passará a modificar seus hábitos incluindo-as em seu cotidiano e passando adiante essas atitudes em um processo contínuo de transmissão de conhecimentos.

domingo, 13 de dezembro de 2009

ENTENDA A COP-15

Saiba o que será negociado na 15ª Conferência das Partes, da ONU, entenda
os diferentes interesses em jogo, a posição dos países em relação aos principais assuntos que envolvem o aquecimento global e a importância desse encontro para o planeta. É o destino da civilização humana que está em jogo em Copenhague




PROTOCOLO DE KYOTO
– Engana-se quem pensa que as decisões tomadas
na COP-15 substituirão o Protocolo de Kyoto. Na realidade, paralelamente à
Conferência, mas no mesmo espaço, é realizada a 5ª Reunião das Partes do
Protocolo de Kyoto, que deve definir quais serão as metas para os países do
chamado Anexo I, para o segundo período de compromisso do documento, que vai de
2013 a 2017. Várias das reuniões que ocorrem nos quinze dias de encontro servem,
ao mesmo tempo, aos dois eventos. Até 2012, os países desenvolvidos signatários
do Protocolo, devem reduzir suas emissões em 5,2%. Espera-se que os Estados
Unidos, que se recusaram a ratificar o documento, tenham uma postura diferente,
agora sob a gestão Obama.

A PAUTA DA COP EM CINCO EIXOS

Na COP-13 foram estabelecidos cinco blocos de sustentação para a 15ª Conferência das Partes, que representam os pontos cruciais que devem ser discutidos e acordados entre os países. São eles:

1. Visão Compartilhada: Antes de qualquer acordo, é necessário que os países definam que haverá um objetivo global de redução de emissões, deixando claro quais são o aumento de temperatura e, especialmente, a concentração de gases de efeito estufa considerados limites. Esses números estão longe de ser um consenso até agora. Enquanto os países mais vulneráveis desejam metas rigorosas, os países que terão de arcar com a conta do aquecimento global torcem por menos rigidez.

2. Mitigação: A necessidade de cortar emissões de carbono é indiscutível. No entanto, os países em desenvolvimento argumentam que as mudanças climáticas que presenciamos atualmente se devem à concentração do carbono emitido pelos países ricos desde o início da Revolução Industrial e, portanto, apenas eles deveriam assumir metas de redução de emissão. Por outro lado, os países desenvolvidos alegam que os países do BIC (Brasil, Índia e China) vem aumentando suas emissões rapidamente e, em breve, devem superar os primeiros em volume de gases de efeito estufa lançados na atmosfera. Por isso, eles exigem que os países em desenvolvimento também se comprometam a diminuir emissões. Se o “Mapa do Caminho de Bali” for mesmo respeitado, na COP-15, a discussão deve focar mais nos auxílios financeiro e tecnológico dos industrializados destinados aos países em desenvolvimento, para que façam a mitigação sem comprometer sua economia. As regras dos mecanismos de compensação de emissões, créditos de carbono e preservação florestal, como MDL – Mecanismo de Desenvolvimento Limpo, REDD – Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal e NAMAS – sigla em inglês para Medidas Nacionalmente Apropriadas de Mitigação, devem ser mais bem formatadas.

3. Adaptação: Os países pobres, que ironicamente menos contribuem para o aquecimento global, são os mais vulneráveis às inevitáveis alterações climáticas que já estamos presenciando e veremos se tornar cada vez mais frequentes. Eles necessitarão de recursos financeiros e tecnológicos para incrementarem sua infraestrutura e se protegerem das catástrofes que estão por vir. Atualmente, discute-se a criação de um fundo internacional de adaptação com essa finalidade.

4. Transferência de Tecnologias: Inovações tecnológicas são, cada vez mais, imprescindíveis para que possamos mudar nosso modelo de desenvolvimento para uma economia de baixo carbono, baseada, especialmente, em fontes limpas de energia, aumento da eficiência energética, substituição de combustíveis fósseis e desmatamento-zero. É preciso definir de que maneira o conhecimento tecnológico dos países desenvolvidos será transferido para os demais. Cogita-se, inclusive, a quebra de patentes para facilitar o acesso à tecnologia que pode ajudar a conter o aquecimento global.

5. Apoio Financeiro: Será fundamental que os países ricos destinem recursos financeiros para que os países em desenvolvimento e menos desenvolvidos realizem suas ações de mitigação e adaptação e desenvolvam tecnologias. Atualmente, estima-se que esse montante seja de 150 bilhões de dólares até 2030, distribuídos entre o mecanismo de NAMAS, a preservação florestal e a adaptação. A quantidade não é suficiente, estima-se que seriam necessários pelo menos o dobro de recursos. Para se ter uma ideia, para controlar a crise financeira e evitar a quebra dos bancos, 4 trilhões de dólares foram disponibilizados.

fonte: http://planetasustentavel.abril.com.br/


ENTENDA A COP 15

A COP-15, 15ª Conferência das Partes, realizada pela UNFCCC – Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, de 7 a 18 de dezembro deste ano, em Copenhague (Dinamarca), vem sendo esperada com enorme expectativa por diversos governos, ONGs, empresas e pessoas interessadas em saber como o mundo vai resolver a ameaça do aquecimento global à sobrevivência da civilização humana.

Não é exagero. De acordo com o 4º relatório do IPCC – Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas, órgão que reúne os mais renomados cientistas especializados em clima do mundo, – publicado em 2007, a temperatura da Terra não pode aumentar mais do que 2º C, em relação à era pré-industrial, até o final deste século, ou as alterações climáticas sairão completamente do controle.

Para frear o avanço da temperatura, é necessário reduzir a concentração de gases de efeito estufa na atmosfera, já que são eles os responsáveis por reter mais calor na superfície terrestre. O ideal é que a quantidade de carbono não ultrapassasse os 350ppm, no entanto, já estamos em 387ppm e esse número cresce 2ppm por ano.

Diminuir a emissão de gases de efeito estufa implica modificações profundas no modelo de desenvolvimento econômico e social de cada país, com a redução do uso de combustíveis fósseis, a opção por matrizes energéticas mais limpas e renováveis, o fim do desmatamento e da devastação florestal e a mudança de nossos hábitos de consumo e estilos de vida. Por isso, até agora, os governos têm se mostrado bem menos dispostos a reduzir suas emissões de carbono do que deveriam.

No entanto, se os países não se comprometerem a mudar de atitude, o cenário pode ser desesperador. Correremos um sério risco de ver:
- a floresta amazônica transformada em savana;
- rios com menor vazão e sem peixes;
- uma redução global drástica da produção de alimentos, que já está ocorrendo;
- o derretimento irreversível de geleiras;
- o aumento da elevação do nível do mar, que faria desaparecer cidades costeiras;
- a migração em massa de populações em regiões destruídas pelos eventos climáticos e
- o aumento de doenças tropicais como dengue e malária.

FONTE: Thays Prado - Edição: Mônica Nunes

Planeta Sustentável - 18/09/2009

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

MUNDO ESTÁ A CAMINHO DE FICAR 6º C MAIS QUENTE


Novos dados sobre as emissões mundiais de CO2 (dióxido de carbono, principal gás causador do efeito estufa) indicam que o planeta está a caminho de esquentar 6 graus Celsius neste século, se não houver um esforço concentrado para diminuir a queima de combustíveis fósseis.


"Existe um abismo claro entre o caminho que estamos seguindo e o que é necessário para limitar o aquecimento global a 2 graus Celsius [nível considerado relativamente seguro por especialistas]", diz Corinne Le Quéré, pesquisadora da Universidade de East Anglia (Reino Unido) e coautora do novo estudo na revista científica "Nature Geoscience".


Na atual década, a principal responsável por puxar para cima as emissões é a China, com seu crescimento industrial alimentado pelo carvão mineral. Hoje, o país é o maior emissor do planeta.


No entanto, os EUA ainda respondem pelas maiores emissões per capita: 18 toneladas, contra 5,2 toneladas dos chineses (a média mundial é de 4,8 toneladas).


Desde 1982, a humanidade produziu 715,3 trilhões de toneladas de gás carbônico, quantidade que equivale ao total de dióxido de carbono emitido por todas as civilizações que existiram no mundo antes disso.



da Folha de S. Paulo

http://www.futurocidadao.org/

MAS O QUE É RESPONSABILIDADE SOCIAL?

A responsabilidade social se apresenta como um tema cada vez mais importante no comportamento das organizações, exercendo impactos nos objetivos, estratégias e no próprio significado da empresa. Procuro trazer alguma contribuição no sentido de uma melhor a compreensão da importância desta estratégia e dos benefícios que a mesma pode trazer para a corporação, quando aplicada corretamente. Algumas empresas confundem Responsabilidade Social com Filantropia. Mas o que é Responsabilidade Social?
O termo "responsabilidade social" encerra sempre a idéia de prestação de contas: alguém deve justificar a própria atuação perante outrem. Durante muito tempo, este foi entendido, em uma visão tradicional, como sendo a obrigação do administrador de prestar contas dos bens recebidos por ele. Ou seja, economicamente, a empresa é vista como uma entidade instituída pelos investidores e acionistas, com objetivo único de gerar lucros.
Entretanto, tal perspectiva não se aplica no mundo contemporâneo.Já se sabe que a empresa não se resume exclusivamente no capital, e que sem os recursos naturais (matéria-prima) e as pessoas (conhecimento e mão-de-obra), ela não gera riquezas, não satisfaz às necessidades humanas, não proporciona o progresso e não melhora a qualidade de vida. Por isso, afirma-se que a empresa está inserida em um ambiente social.
Para Oded Grajew presidente do Instituto Ethos, uma das principais instituições responsáveis pela difusão do conceito de responsabilidade social na sociedade brasileira, define este conceito como: "(...) a atitude ética da empresa em todas as suas atividades. Diz respeito às interações da empresa com funcionários, fornecedores, clientes, acionistas, governo, concorrentes, meio ambiente e comunidade. Os preceitos da responsabilidade social podem balizar, inclusive, todas as atividades políticas empresariais”(GRAJEW, Instituto Ethos, 2001).
Atualmente, a intervenção dos diversos atores sociais exige das organizações uma nova postura, calcada em valores éticos que promovam o desenvolvimento sustentado da sociedade como um todo. A questão da responsabilidade social vai, portanto, além da postura legal da empresa, da prática filantrópica ou do apoio à comunidade. Significa mudança de atitude, numa perspectiva de gestão empresarial com foco na qualidade das relações e na geração de valor para todos.
É importante ressaltar que a responsabilidade social é, ainda, um processo em crescimento em vários países do mundo e, principalmente, no Brasil. A questão da participação das empresas privadas na solução de necessidades públicas está nas pautas das discussões atuais.
Embora alguns defendam que a responsabilidade das empresas privadas na área pública limita-se ao pagamento de impostos e ao cumprimento das leis, crescem os argumentos de que seu papel não pode ficar restrito a isso, até por uma questão de sobrevivência das próprias empresas.
Outro argumento é o fato de que adotar posturas éticas e compromissos sociais com a comunidade pode ser um diferencial competitivo e um indicador de rentabilidade e sustentabilidade no longo prazo.A idéia é de que os consumidores passam a valorizar comportamentos nesse sentido e a preferir produtos de empresas identificadas como socialmente responsáveis. As empresas socialmente responsáveis são aqueles que buscam o diferencial [...].
Emilia Fabiana Rasquinha

sábado, 28 de novembro de 2009

O QUE VOCÊ PODE FAZER PARA AJUDAR A COMBATER O AQUECIMENTO GLOBAL

- Economize energia. Para iluminar a casa, prefira a luz natural. Troque lâmpadas incandescentes por fluorescentes e apague as luzes quando não houver ninguém no ambiente.- Desligue aparelhos domésticos quando não estiverem em uso e compre eletrodomésticos classificados como nível A em eficiência energética. Não deixe os eletrodomésticos no stand-by.



- Não deixe o carregador de celular na tomada enquanto não estiver carregando. Isso também gasta energia.



- Acumule várias peças de roupa para passar tudo de uma vez e, assim, economizar energia. Evite usar o ferro de passar quando muitos eletrodomésticos estiverem ligados, para evitar uma sobrecarga na rede elétrica.



- Instale a geladeira ou freezer em local ventilado e longe do fogão. Evite abrir a porta sem necessidade.



- Procure não utilizar o aparelho de ar condicionado. Se for usá-lo, evite o ligar na potência máxima e mantenha portas e janelas fechadas, para evitar desperdício de energia.



- Regule o chuveiro para a estação verão e evite tomar banhos muito longos. Procure também não tomar banho entre 18h e 22h.



- Evite o desperdício de água, recurso ameaçado com o aquecimento global. Feche sempre a torneira quando não estiver em uso, como na hora de escovar os dentes. Em áreas sujeitas a secas prolongadas, armazene água.



- Coloque uma garrafa pet na caixa de água dovaso sanitário, se ela existir na sua casa. Isso diminui a quantidade de água usada na descarga.- Regule as torneiras da sua casa. O pinga-pinga pode significar um desperdício de 46 litros em um único dia.



- Deixe o carro na garagem e utilize o transporte coletivo e a bicicleta, quando possível. Faça revisões periódicas no seu veículo para reduzir a emissão de poluentes.



- Evite comprar veículos utilitários, especialmente para rodar na cidade com uma única pessoa a bordo. Avalie o grau de eficiência do motor e dê preferência a combustíveis como o álcool e o biodiesel.



- Procure comprar móveis com o selo FSC, que é a garantia de que a madeira usada não veio de desmatamento.



- Ao comprar um imóvel novo, cobre da construtora o uso de padrões ambientais corretos, que aproveitam a água da chuva, usam energia do sol para iluminação e aquecimento, têm climatização natural e não usam madeira de desmatamento na construção.



- Ao comprar comida, priorize alimentos que venham de perto da sua casa e, assim, não levam a uma emissão muito alta de gases-estufa no transporte. Procure saber a origem dos alimentos e o impacto ambiental envolvido na produção – evite consumir carne vermelha que tenha vindo de áreas desmatadas na Amazônia. Prefira embalagens recicláveis.



- Ajude a recuperar o verde de sua cidade. Plante árvores no seu quintal, na sua propriedade rural e até mesmo em áreas públicas.



- Apóie e participe de ações contra a destruição de nossas florestas.- Cuide das praias, que serão afetadas pela subida dos oceanos, e lute contra contruções que estão próximas demais. Peça ao governo que crie unidades de conservação marinhas, pois o oceano ajuda a regular o clima.



- Informe-se e procure entender as causas das mudanças climáticas e suas consequências. Divulgue na sua comunidade estas informações e cobre dos governantes medidas para combater o problema e seus impactos.



- Pressione empresas e governos a substituírem as energias sujas, perigosas e ultrapassadas (combustíveis fósseis, nuclear, grandes hidrelétricas) pelas energias positivas (solar, eólica, pequenas hidrelétricas).



www.greenpeace.org

SEJA UM CONSUMIDOR RESPONSÁVEL

A atual demanda por produtos florestais é grande e insustentável.


É preciso que a sociedade tome consciência disso e incentive a produção sustentável de madeira, exigindo o certificado de que a extração foi feita de forma legítima.


Essa é uma das melhores alternativas existentes hoje para desenvolver economicamente regiões de floresta respeitando-se aspectos sociais e ambientais.

Nós, consumidores, podemos ajudar a proteger a floresta tomando algumas medidas simples, como:


• Comprar apenas produtos de madeira (móveis, material de construção, papel) que tenham o selo FSC de certificação florestal.


• Se você não encontrar produtos com o selo FSC, converse com seu fornecedor sobre a importância do selo para garantir a procedência da madeira e demais produtos florestais.


• De forma geral, antes de comprar um produto de madeira, mostre-se interessado pela procedência do material. Peça garantias de que a extração de madeira não destruiu economias locais, empregou mão-de-obra infantil ou gerou impactos ambientais. Suas perguntas deixarão claro ao fornecedor que os consumidores se preocupam com a extração da madeira.


fonte: http://www.greenpeace.org

SUSTENTABILIDADE E REPONSABILIDADE EMPRESARIAL

Inserção ética e socialmente justificável das instituições.

O conceito de responsabilidade social das empresas é atual e imprescindível para uma inserção ética e socialmente justificável das instituições no mundo moderno. A responsabilidade que exercem no seio da sociedade, como bem destaca a Constituição Federal, tem ampla abrangência e composição multidisciplinar. Designa as efetivas funções exercidas no tocante a valores sociais concretos, como os direitos humanos, o direito do trabalho e o meio ambiente.
O termo, na forma anglo-saxônica, Corporate Social Responsibility (CSR), é recorrente, em especial nas empresas multinacionais e de maior dimensão. Observa um novo critério não-financeiro de avaliação, onde são aferidos, entre outros importantes aspectos, a obediência às normas jurídicas vigentes no país de atuação, respeitando, portanto, o Estado de Direito.
Além disso, observa outros pontos de importância social equivalente, como “gestão de recursos humanos, a cultura da empresa, a escolha dos parceiros sociais e das tecnologias e obriga a uma abordagem integrada das várias dimensões da empresa”, conforme ressalta a professora portuguesa Catarina Serra, da Universidade do Minho.
O desenvolvimento sustentável foi inicialmente identificado em 1987, quando o relatório final dos trabalhos da Comissão Mundial das Nações Unidas para o Ambiente e o Desenvolvimento (Comissão Brundtland) destacou que o desenvolvimento sustentável é aquele que responde às necessidades do presente sem comprometer a capacidade das gerações futuras de responderem às suas próprias necessidades.
Em junho de 2001, o Conselho Europeu de Gotemburgo aprovou a “Estratégia para Desenvolvimento Sustentável”, baseada no princípio de que os efeitos econômicos, sociais e ambientais de todas as políticas devem ser analisados de forma coordenada e tidos em conta no processo de decisão.
E, em setembro de 2002, em Johanesburgo, em reunião mundial sobre desenvolvimento sustentável, promovida pela ONU, o seu então dirigente maior, Kofi Annan, foi enfático ao pronunciar as seguintes palavras: “Não estamos a pedir às empresas para fazerem algo diferente da sua atividade normal; estamos a pedir-lhes que façam a sua atividade normal de forma diferente. ”Esse “iter” de atuação diferenciada vem ganhando corpo principalmente na Europa, onde se verificam iniciativas salutares, que têm o propósito de divulgar o conceito entre os membros da comunidade jurídica européia.Podemos afirmar, entre esse cipoal de iniciativas positivas para fixação do conceito de Responsabilidade Social Empresarial (RSE), que provavelmente a contribuição mais importante tenha sido a apresentação pela Comissão das comunidades Européias, em julho de 2001, do chamado Livro Verde (o documento pode ser consultado em: www.csreurope.org), que acaba por definir a RSE como “a integração voluntária de preocupações sociais e ambientais por parte das empresas nas suas operações e na intersecção com outras partes interessadas”.
É importante frisar que esse documento traz relevantes diretrizes quanto às formas de gestão (a) interna: relacionada com os trabalhadores; e (b) externa: relativa aos “multistakeholders”, ou seja: investidores, parceiros comerciais, fornecedores, clientes e credores.
No primeiro aspecto, vale destacar que as práticas socialmente responsáveis são fixadas no que respeita à saúde e segurança dos trabalhadores, sempre tratando-os como pessoas e cidadãos.
Na gestão de mudança, são priorizados direitos e condições em casos de fusão, incorporação e outras formas de troca de controle administrativo da empresa, no investimento no capital humano e outras práticas relacionadas ao bem-estar e dignidade do trabalhador.
Na outra ponta, práticas ambientais corretas, gestão de recursos naturais explorados no processo de produção, respeito, transparência e lealdade com a concorrência fazem parte do espectro de critérios sociais e ecológicos na agenda diretiva da empresa, relativa ao seu desenvolvimento econômico e estrutural sustentável.
Cumpre destacar que o mais interessante de todo esse procedimento equilibrado e ético de gestão comportamental tem em vista um elemento que lhe é indispensável, qual seja, a voluntariedade deste processo de “boas práticas”, que serve de composto material imprescindível à RSE.
Além da voluntariedade, é importante evidenciar o conteúdo dessas chamadas boas práticas. Esse comportamento, socialmente responsável, não se resume e se limita à observância das leis, até porque todos os cidadãos e empresas, de modo geral, estão vinculados a essa obrigação, nem, tão pouco, exige que as empresas exerçam pura e simplesmente filantropia ou caridade pública.
A RSE transcende ao básico. Na verdade, o que se busca, quando se fala em boas práticas em responsabilização social, é a institucionalização desse conjunto de comportamentos, para que produzam efeitos na reputação da empresa e sirvam à mudança de valores da própria sociedade em que esta está inserida.
Obviamente, no médio e longo prazos, esse conjunto comportamental de boas práticas agirá sobre a rentabilidade da empresa, com repercussões nos preços (mais caros) dos produtos – os chamados “preços éticos”–, onde os consumidores suportariam esses custos, na medida em que tais práticas se reverteriam em vantagens sustentáveis a todos, sejam de natureza humana preservativa e ambiental, sejam com melhoras sensíveis à vida cotidiana e do próprio planeta. Surgirá, portanto, disso tudo, um novo ser social – o cidadão/consumidor pessoal e socialmente responsável.Para colocarem em prática essas medidas, as empresas têm à mão instrumentos individuais de materialização desses valores e medidas.
São os regulamentos que podem abrigar a uma série de políticas internas voltadas a esse objetivo, além dos chamados códigos de conduta e de ética, que atuam como uma espécie de “declaração formal de valores e práticas comerciais de uma empresa e, por vezes, também dos seus fornecedores.
Dessa maneira, percebe-se que empresa socialmente responsável traduz-se como aquela que impõe práticas que se integram àquilo que se chama função promocional do Direito. E esse sistema, pautado na função promocional, nada mais faz do que promover a integração de vários agentes de suporte que compõem o conteúdo da responsabilidade social das empresas, uma vez que entrelaça (chamamos isso de “competência cruzada”) sistemas de todo um universo social, que vai além do simples vetor econômico de lucro que, regra geral, rege as empresas, passando, assim, por outros, como: sistema jurídico, econômico, político, social, cultural e científico, traduzido, ao final, numa espécie de “consciência da empresa”, que auto-regulará seu comportamento sustentável para um bem maior, que é a sociedade da qual faz parte e à qual tem a obrigação moral, ética e social de servir.
Antonio Carlos Aguiar e Marcel Tadeu Silva (Envolverde/Pauta Social)

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Diminuindo a Emissão de Gases

Não são só os carros que emitem gases para a atmosfera [...] Selecionamos algumas ações que qualquer cidadão poderá fazer. Escolha uma delas e dê uma contribuição importante para o futuro de nosso planeta:
  • Tirar os aparelhos da tomada
  • Calibrar o pneu do carro todo mês
  • Reciclar seu lixo
  • Plantar uma árvore (por ano)
  • Comprar produtos com menos embalagens
  • Verificar o filtro de ar do carro

Cada uma destas ações evita que 10 quilos de gás carbônico (em média) sejam jogados no nosso ar todo mês. Isso mesmo, 10 quilos a menos de lixo no ar. Pode parecer pouco, mas quando esse número é multiplicado por 1 milhão de pessoas, evitaremos que 10 milhões de quilos poluam nossa atmosfera. Isso faz a diferença!

Fonte: http://www.cidadaosustentavel.com.br

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

AQUECIMENTO GLOBAL

A atmosfera da Terra é constituída de gases que permitem a passagem da radiação solar e absorvem grande parte do calor (radiação infravermelha térmica) emitido pela superfície aquecida. Graças ao efeito estufa, a temperatura média da superfície do planeta mantém-se em cerca de 15°C. Sem ele, a temperatura média da Terra seria de 18°C abaixo de zero. É benefício ao planeta, pois cria condições para a existência de vida.

Quando se alerta para riscos relacionados ao efeito estufa, o foco é sua possível intensificação e conseqüência para o clima. Quanto maior for a concentração de gases, maior será o aprisionamento do calor e mais alta ficará a temperatura média do globo terrestre.

O aquecimento global é estudado há 25 anos, mas pode-se dizer que só agora a humanidade tomou consciência de que a crise ambiental é real e seus efeitos são imediatos. Antigamente, causas naturais ou antropogênicas (provocadas pelo homem) eram propostas para explicar o fenômeno.

Porém, novas pesquisas científicas consideram que o aumento repentino da temperatura planetária se deve à ação humana, com escassa contribuição de qualquer outra influência da natureza. Até os ecocéticos aceitam agora a idéia assustadora de que o tempo disponível para evitar a catástrofe global está perigosamente curto.



A principal evidência do aquecimento global vem das medidas de temperatura de estações metereológicas em todo o globo. Os dados mostram que o aumento médio da temperatura foi de 0,6+-0,2 C durante o século XX. Os maiores aumentos foram em dois períodos: 1910 a 1945 e 1976 a 2000.

Evidências secundárias são obtidas por meio da observação das variações da cobertura de neve das montanhas e de áreas geladas, do aumento do nível global dos mares e das precipitações, da cobertura de nuvens, do
El Niño e outros eventos extremos de mau tempo durante o século XX. Fonte: IPCC

"Pela primeira vez desde que começaram as medições, no século XIX, o termômetro chegou aos 40º em diversas regiões temperadas da Europa e dos Estados Unidos. A Somália foi castigada pelas enchentes mais devastadoras do último meio século. A calota gelada do Ártico ficou 60.400 quilômetros quadrados menor – ou seja, uma área equivalente a duas vezes o estado de Alagoas virou água e ajudou a elevar o nível dos oceanos.

Na China, a pior temporada de ciclones em uma década resultou em 1.000 mortes e 10 bilhões de dólares em prejuízos.

Na Austrália, o décimo ano seguido de seca impiedosa agravou o processo de desertificação do solo e desencadeou incêndios florestais com virulência nunca vista". Fonte:
Revista Veja

Estudos estimam que, mantido o ritmo atual, a temperatura média da Terra subirá entre 2 e 4,5 graus até 2050.

O debate científico não é mais sobre em que momento dos próximos cinqüenta anos o aquecimento global se abaterá sobre nosso pobre planeta, mas sobre como escapar da arapuca que nós próprios armamos para as futuras gerações.

Acredita-se que o acontecimento seja devido ao uso de combustíveis fósseis e outros processos industriais, que levam à acumulação na atmosfera de gases propícios ao Efeito Estufa, tais como o
dióxido de carbono, metano, óxido de azoto e os CFCs.

Para evitar a piora da situação, seria preciso parar de bombear na atmosfera esses gases, resultantes da atividade humana. Eles formam uma espécie de cobertor em torno do planeta, impedindo que a radiação solar, refletida pela superfície em forma de calor, retorne ao espaço. É o chamado efeito estufa, e a ele cabe a responsabilidade maior pelo aumento da temperatura global.

http://portaldovoluntario.org.br/

SUSTENTABILIDADE: DO QUE SE TRATA?

Diante de tantas mudanças climáticas e após colocar em risco a própria existência do planeta, a sociedade percebeu que era mais do que necessário, ou seja, imprescindível, criar mecanismos que possam reverter a situação, ou pelo menos amenizá-la.

Muito tem se falado a respeito de sustentabilidade afinal, é um termo que está na moda, mas o que pouca gente sabe é o que a sustentabilidade de fato representa.

Muito além do modismo, a sustentabilidade não é só estratégica para as empresas, mas é sem dúvida a garantia de sua sobrevivência, é uma filosofia, para a qual diante das circunstâncias atuais e das conseqüências alarmantes que toda nossa falta de preparo provocou, não podemos simplesmente virar as costas neste momento.

O conceito foi introduzido no início da década de 1980 por Lester Brown, fundador do Wordwatch Institute da ONU, que definiu comunidade sustentável como a que é capaz de satisfazer às próprias necessidades sem reduzir as oportunidades das gerações futuras.” (CAPRA in TRIGUEIRO, 2005, 19). Assis, “desenvolvimento sustentável”, quer dizer desenvolvimento continuado. A partir de então, o termo sustentabilidade é utilizado compreendendo todas as atividades humanas.

Sustentabilidade é a capacidade de se auto-manter. Assim, uma atividade pode ser considerada sustentável quando é capaz de manter-se por um tempo indeterminado, sem nunca se esgotar. (PHILIPPI, 2001).

Uma sociedade sustentável, por exemplo, é aquela na qual os recursos naturais dos quais depende para sua sobrevivência não são colocados em risco. Ou seja, uma sociedade sustentável faz uso da água, do solo, do ar e da vida vegetal e animal de forma que estes jamais se esgotarão, utilizam os mesmos ao mesmo tempo em que criam ações que visam preservá-los para o uso no futuro.

A sustentabilidade aponta para um novo modelo de desenvolvimento e pode ser encarada como um processo pelo qual as empresas e principalmente as pessoas adquirem uma nova cultura, a cultura das atitudes sustentáveis.

A atitude sustentável é aquela praticada, quando adquirimos o que podemos chamar de pensamento sustentável, que vem a ser a ponderação dos seus atos cotidianos e o impacto que cada uma dessas ações tem no meio-ambiente e na própria sociedade. Ciente, este indivíduo ou organização passa a adotar medidas e evitar os velhos hábitos rotineiros com o intuito de evitar ou reduzir estes impactos, isto é ser sustentável.

Ter atitudes sustentáveis vai muito mais além das lâmpadas econômicas, aeradores nas torneiras e separação do lixo reciclável, sabemos que essas ações são importantes sim, mas para ser sustentável é preciso ter uma visão macro do que é a sustentabilidade, onde atitudes aparentemente pequenas produzem resultados surpreendentemente eficazes.

A sustentabilidade tem como base o apoio em três pilares principais que precisam estar alinhados para manter-se equilíbrio e tornar possível atingir os objetivos propostos.

Esses três pilares são o crescimento econômico, responsabilidade social e a preservação ambiental.

Percebe-se, então, que a sustentabilidade envolve tanto a integridade ambiental quanto a prosperidade econômica e a responsabilidade social.

Trecho do livro Eco Sustentabilidade: dicas para tornar você e sua empresa sustentável, de autoria de Evandro Razzoto.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Minuto Sustentável

MISSÃO

Promover uma mudança cultural voltada para a importância das práticas em sustentabilidade nos ambientes empresarial, educacional e comunitário.

Buscar, nas prática sustentáveis, meios de contribuir para geração de valor para as organizações, o bem-estar social e a conservação ambiental.

Atuar como instrumento de disseminação de informações sobre a sustentabilidade ambiental, social e econômica, suas vantagens e benefícios.

Contribuir para a construção de um mundo melhor para a nossa geração e para as que ainda virão.

VISÃO

Incentivar as ações sustentáveis a partir de uma mudança cultural, obtendo benefícios permanentes e gerando bem-estar para os diversos segmentos sociais.

VALORES

Respeito à vida e à diversidade.

Responsabilidade ambiental, social e econômica.

Compromisso com o desenvolvimento sustentável.

Incentivo à disseminação de valores e à promoção da cidadania.

PROPOSTA

O Minuto Sustentável busca, através das diversas mídias e formas de atuação, incentivar e promover uma mudança nos hábitos de empresas e cidadãos, inserindo as ações em sustentabilidade e conscientizando quanto à sua importância, necessidade e vantagens.

Pretende-se alcançar empresas de todos os portes e todas as camadas sociais da população, desenvolvendo um trabalho junto às, instituições educacionais e organizações sociais (incluído associações, fundações, outras do gênero), utilizando, para tanto:

Recursos literários, como livros, cartilhas e artigos;

Televisão;

Rádio;

Internet;

Apresentações e palestras.

Acreditamos que não basta que as pessoas e organizações compreendam o significado e a importância da sustentabilidade, é preciso que, a partir dessa compreensão, proceda-se uma mudança cultural que leve à ações efetivas e contínuas, fazendo com que as ações em sustentabilidade se insiram no cotidiano de todos: indivíduos, governos e empresas.

Utilizando a informação para conscientizar e transformar, é possível promover uma mudança cultural voltada para a ação sustentável efetiva e eficaz.

AÇÕES

Disponibilizar informações sobre meio-ambiente, ecologia, responsabilidade social e ambiental e outras pertinentes, em uma linguagem agradável e direcionada aos vários públicos.

Apresentar dicas para as pessoas e organizações de como podem contribuir agindo de maneira sustentável.

Incentivar o desenvolvimento de novas idéias visando o desenvolvimento sustentável e atuação participativa de toda a sociedade.

Desenvolver ações educativas em sustentabilidade junto a empresas, instituições de ensino e organizações sociais.

 

Agncia Trevo