segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

DICAS DE SUSTENTABILIDADE - 2

O tema sustentabilidade tem estado presente na vida do homem diariamente, tornou-se um assunto da moda, mas, para que não se configure em uma onda passageira que logo é substituída por outro tema polêmico (como todo o modismo), é necessário que a sustentabilidade deixe de ser apenas um conceito e passe a fazer parte da cultura do homem moderno, de seus hábitos e ações é preciso ter atitudes sustentáveis.

A atitude sustentável é aquela praticada, quando adquirimos o que podemos chamar de pensamento sustentável, que vem a ser a ponderação dos seus atos cotidianos e o impacto que cada uma dessas ações tem no meio-ambiente e na própria sociedade.

Ciente, o indivíduo ou a empresa passa a adotar medidas e evitar os velhos hábitos rotineiros para evitar ou reduzir estes impactos, isto é ser sustentável.

Ter atitudes sustentáveis vai muito além das lâmpadas econômicas, aeradores nas torneiras e separação do lixo reciclável, sabemos que essas ações são importantes sim, mas para ser sustentável é preciso ter uma visão maior do que é a sustentabilidade, onde atitudes aparentemente pequenas produzem resultados surpreendentemente eficazes
.

DICAS DE SUSTENTABILIDADE - 1

Diante de tantas mudanças climáticas e após colocar em risco a própria existência do planeta, a sociedade percebeu que era necessário criar mecanismos que possam reverter a situação, ou pelo menos amenizá-la.

Conceitos como sustentabilidade, consciência ambiental, ecosustenabilidade, entre outros, passam a fazer parte de nosso dia-a-dia. Mas será que todos nós sabemos o significado destes termos?

Sustentabilidade é a capacidade de se auto-manter. Uma atividade pode ser considerada sustentável quando é capaz de manter-se por um tempo indeterminado, sem nunca se esgotar.

Ou seja, uma sociedade sustentável faz uso da água, do solo, do ar e da vida vegetal e animal de forma que estes jamais se esgotarão, utilizam os mesmos ao mesmo tempo em que criam ações que visam preservá-los para o uso no futuro.

Mesmo sem unanimidade, ONU “toma nota” do Acordo de Copenhague

Terminou oficialmente neste sábado, 19 de dezembro, a 15a Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, que teve como principal resultado o “Acordo de Copenhague”, elaborado por um alguns países na noite de sexta-feira e formalmente aceito pela ONU.

Sem aprovação unânime, o acordo terá como anexo uma lista de países contrários a ele. A iniciativa de “tomar nota” foi a saída encontrada para que o documento tenha
status legal suficiente e seja funcional, sem que seja necessária a aprovação pelas partes.

Segundo o jornal dinamarquês ‘Berlingske”, o presidente COP15, primeiro-ministro dinamarquês Lars Løkke Rasmussen, está satisfeito com desfecho. “Temos conseguido resultados. Agora, as nações terão que assinar o acordo, e se o fizerem, o que foi acordado terá efeito imediato”, destacou.

O otimismo do primeiro-ministro dinarmaquês não é o mesmo de muitos líderes. O Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, já na tarde da sexta-feira, 18/12, havia anunciado sua frustração com a conferência do clima. “Se a gente não conseguiu fazer até agora esse documento, eu não sei se algum anjo ou algum sábio descerá neste plenário e irá colocar na nossa cabeça a inteligência que nos faltou até agora”, alertou o presidente brasileiro.

Já para o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, que nos momentos finais chefiou a delegação brasileira, o acordo é insuficiente para que os países, principalmente os mais pobres, tenham condições de agir de forma efetiva.

De acordo com o texto, os países ricos se comprometeram a doar US$ 30 bilhões, nos próximos três anos, para um fundo de luta contra o aquecimento global. O acordo prevê US$ 100 bilhões por ano, em 2020. "Isso aqui é insuficiente, vamos continuar a luta pelo planeta", disse Minc. O ministro Carlos Minc ressaltou que esse valor que será colocado no fundo até 2012 - US$ 10 bilhões por ano - é menos do que o Brasil vai gastar para atingir sua meta voluntária de reduzir em até 39% das emissões de gases de efeitos estudo, até 2020. Ele explicou que para atingir sua meta, o Brasil vai gastar US$ 16 bilhões por ano. "Esse valor de US$ 30 bilhões para todos é menos do que o Brasil sozinho vai gastar para cumprir as nossas metas, aprovadas pelo nosso parlamento", destacou Minc.

O documento diz ainda que os países desenvolvidos se comprometeram em cortar 80% de suas emissões até 2050. Já para 2020, eles apresentaram uma proposta de reduzir até 20% das emissões, o que está abaixo do recomendado pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), que sugere uma redução entre 25% e 40% até 2020. Para a secretária de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental do Ministério do Meio Ambiente e membro do IPCC, Suzana Kahn, o resultado da COP15 foi decepcionante, uma vez que os chefes de estado discutiram mais a questão econômica das nações ricas e emergentes e se esqueceram daqueles que vão sofrer dramaticamente os efeitos da mudança climáticas. "Existem muitos países africanos, por exemplo, que irão sofrer demais com o aumento da temperatura. No entanto, parece que a discussão tomou um viés econômico e político, o que eu acho muito preocupante. A questão climática ultrapassa a fronteira ambiental. É uma questão de desenvolvimento, de justiça, de equidade", afirmou Suzana Kahn.

Principais pontos do Acordo de Copenhague:

- O acordo é de caráter não vinculativo, mas uma proposta adjunta ao acordo pede para que seja fixado um
acordo legalmente vinculante até o fim do próximo ano.

- Considera o aumento limite de temperatura de dois graus Celsius, porém não especifica qual deve ser o corte de emissões necessário para alcançar essa meta

- Estabelece uma contribuição anual de US$ 10 bilhões entre 2010 e 2012 para que os países mais vulneráveis façam frente aos efeitos da mudança climática, e US$ 100
bilhões anuais a partir de 2020 para a mitigação e adaptação. Parte do dinheiro, US$ 25,2 bilhões, virá de EUA, UE e Japão. Pela proposta apresentada, os EUA vão contribuir com US$ 3,6 bilhões no período de três anos, 2010-12. No mesmo período, o Japão vai contribuir com US$ 11 bilhões e a União Europeia com US$ 10,6 bilhões.

- O texto do acordo também estabelece que os países deverão providenciar "informações nacionais" sobre de que forma estão combatendo o aquecimento global, por meio de "consultas internacionais e análises feitas sob padrões claramente definidos".

- O texto diz: "Os países desenvolvidos deverão promover de maneira adequada (...) recursos financeiros ,
tecnologia e capacitação para que se implemente a adaptação dos países em desenvolvimento"

- Detalhes dos planos de mitigação estão em dois anexos do Acordo de Copenhague, um com os objetivos do mundo desenvolvido e outro com os compromissos voluntários de importantes países em desenvolvimento, como o Brasil.

- O acordo "reconhece a importância de reduzir as emissões produzidas pelo desmatamento e degradação das florestas" e concorda promover "incentivos positivos" para financiar tais ações com recursos do mundo desenvolvido.

- Mercado de Carbono: "Decidimos seguir vários enfoques, incluindo as oportunidades de usar os mercados para melhorar a relação custo-rendimento e para promover ações de mitigação.

FONTE: http://www.cop15brazil.gov.br/pt-BR/?page=noticias/acordo-de-copenhague

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

PROCESSO DE MUDANÇA CULTURAL EM FAVOR DA SUSTENTABILIDADE: A PARTICIPAÇÃO DAS ORGANIZAÇÕES INCENTIVANDO A SOCIEDADE CIVIL

O cenário mundial que vivenciamos, com o rápido processo de industrialização, aumento contínuo da população e elevado padrão de consumo e produção, resulta em desequilíbrios sociais, econômicos e ambientais.

São anos de intensa exploração dos recursos ambientais sem planejamento ou cuidado, cujos resultados podem ser observados em fatores como o efeito estufa, mudanças climáticas, degradação do meio ambiente, desigualdades sociais, entre outros.

Diante deste quadro, surge a idéia do Desenvolvimento Sustentável partindo da premissa de que as ações sustentáveis devem estar inseridas no cotidiano de todos: sociedade, governos e empresas.

A importância sustentabilidade já é uma unanimidade e seus conceitos são amplamente discutidos. Falta, porém, que a prática efetiva da sustentabilidade passe a integrar as ações de indivíduos, empresas e governos, o que, acredita-se, somente se dará com uma transformação cultural.

As mudanças nas ações surgem a partir da mudança do pensamento humano e se efetivam a partir de uma transformação cultural, na qual seja trabalhada não só a importância da sustentabilidade, mas também a responsabilidade que nos cabe a esse respeito e as conseqüências de nossas ações.

Tratando-se dos aspectos de uma realidade social, a cultura refere-se àquilo que caracteriza a existência de um povo, como as formas como um determinado grupo de pessoas se organiza socialmente, como produz o que necessitam para sobreviver ou como percebem o mundo à sua volta.

É preciso construir uma cultura para a sustentabilidade na qual todos os setores conscientizam-se e assumam sua responsabilidade em um processo de Desenvolvimento Sustentável. Uma transformação que nos leve do discurso à prática, em ações participativas e conjuntas.

O que se propõe não é direcionar toda a responsabilidade para o setor empresarial pelo processo de transformação cultural, mas chamá-lo a agir incentivando essa transformação, incentivando os cidadãos a se perceberem como agentes transformadores da sociedade em que vivem e, igualmente responsáveis pela sua comunidade.

Uma organização, para ser um agente transformador da cultura para a sustentabilidade precisa pensar e agir de forma sustentável. A organização, atuando como agente de transformação, inicia o processo de mudança cultural internamente, envolvendo todos os que com ela se relacionam, facilitando a obtenção de informação e assimilação do conhecimento, influenciando a mudança de hábitos a adoção de atitudes sustentáveis no dia a dia dentro e fora do ambiente empresarial.

A partir de um processo educativo e das vivências das ações sustentáveis na organização, transformando o conhecimento em ação, tornando perceptíveis os resultados e benefícios decorrentes, transformam-se os trabalhadores em cidadãos conscientes e participativos no processo de mudança cultural, os quais passam a ser, eles próprios, agentes transformadores em sua família e comunidade.

O indivíduo precisa visualizar e sentir os resultados de suas ações, os benefícios que as suas ações em sustentabilidade resultarão para si mesmo, para seu ambiente e para os demais indivíduos. Consciente de que os resultados das ações são positivos, ele passará a modificar seus hábitos incluindo-as em seu cotidiano e passando adiante essas atitudes em um processo contínuo de transmissão de conhecimentos.

domingo, 13 de dezembro de 2009

ENTENDA A COP-15

Saiba o que será negociado na 15ª Conferência das Partes, da ONU, entenda
os diferentes interesses em jogo, a posição dos países em relação aos principais assuntos que envolvem o aquecimento global e a importância desse encontro para o planeta. É o destino da civilização humana que está em jogo em Copenhague




PROTOCOLO DE KYOTO
– Engana-se quem pensa que as decisões tomadas
na COP-15 substituirão o Protocolo de Kyoto. Na realidade, paralelamente à
Conferência, mas no mesmo espaço, é realizada a 5ª Reunião das Partes do
Protocolo de Kyoto, que deve definir quais serão as metas para os países do
chamado Anexo I, para o segundo período de compromisso do documento, que vai de
2013 a 2017. Várias das reuniões que ocorrem nos quinze dias de encontro servem,
ao mesmo tempo, aos dois eventos. Até 2012, os países desenvolvidos signatários
do Protocolo, devem reduzir suas emissões em 5,2%. Espera-se que os Estados
Unidos, que se recusaram a ratificar o documento, tenham uma postura diferente,
agora sob a gestão Obama.

A PAUTA DA COP EM CINCO EIXOS

Na COP-13 foram estabelecidos cinco blocos de sustentação para a 15ª Conferência das Partes, que representam os pontos cruciais que devem ser discutidos e acordados entre os países. São eles:

1. Visão Compartilhada: Antes de qualquer acordo, é necessário que os países definam que haverá um objetivo global de redução de emissões, deixando claro quais são o aumento de temperatura e, especialmente, a concentração de gases de efeito estufa considerados limites. Esses números estão longe de ser um consenso até agora. Enquanto os países mais vulneráveis desejam metas rigorosas, os países que terão de arcar com a conta do aquecimento global torcem por menos rigidez.

2. Mitigação: A necessidade de cortar emissões de carbono é indiscutível. No entanto, os países em desenvolvimento argumentam que as mudanças climáticas que presenciamos atualmente se devem à concentração do carbono emitido pelos países ricos desde o início da Revolução Industrial e, portanto, apenas eles deveriam assumir metas de redução de emissão. Por outro lado, os países desenvolvidos alegam que os países do BIC (Brasil, Índia e China) vem aumentando suas emissões rapidamente e, em breve, devem superar os primeiros em volume de gases de efeito estufa lançados na atmosfera. Por isso, eles exigem que os países em desenvolvimento também se comprometam a diminuir emissões. Se o “Mapa do Caminho de Bali” for mesmo respeitado, na COP-15, a discussão deve focar mais nos auxílios financeiro e tecnológico dos industrializados destinados aos países em desenvolvimento, para que façam a mitigação sem comprometer sua economia. As regras dos mecanismos de compensação de emissões, créditos de carbono e preservação florestal, como MDL – Mecanismo de Desenvolvimento Limpo, REDD – Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal e NAMAS – sigla em inglês para Medidas Nacionalmente Apropriadas de Mitigação, devem ser mais bem formatadas.

3. Adaptação: Os países pobres, que ironicamente menos contribuem para o aquecimento global, são os mais vulneráveis às inevitáveis alterações climáticas que já estamos presenciando e veremos se tornar cada vez mais frequentes. Eles necessitarão de recursos financeiros e tecnológicos para incrementarem sua infraestrutura e se protegerem das catástrofes que estão por vir. Atualmente, discute-se a criação de um fundo internacional de adaptação com essa finalidade.

4. Transferência de Tecnologias: Inovações tecnológicas são, cada vez mais, imprescindíveis para que possamos mudar nosso modelo de desenvolvimento para uma economia de baixo carbono, baseada, especialmente, em fontes limpas de energia, aumento da eficiência energética, substituição de combustíveis fósseis e desmatamento-zero. É preciso definir de que maneira o conhecimento tecnológico dos países desenvolvidos será transferido para os demais. Cogita-se, inclusive, a quebra de patentes para facilitar o acesso à tecnologia que pode ajudar a conter o aquecimento global.

5. Apoio Financeiro: Será fundamental que os países ricos destinem recursos financeiros para que os países em desenvolvimento e menos desenvolvidos realizem suas ações de mitigação e adaptação e desenvolvam tecnologias. Atualmente, estima-se que esse montante seja de 150 bilhões de dólares até 2030, distribuídos entre o mecanismo de NAMAS, a preservação florestal e a adaptação. A quantidade não é suficiente, estima-se que seriam necessários pelo menos o dobro de recursos. Para se ter uma ideia, para controlar a crise financeira e evitar a quebra dos bancos, 4 trilhões de dólares foram disponibilizados.

fonte: http://planetasustentavel.abril.com.br/


ENTENDA A COP 15

A COP-15, 15ª Conferência das Partes, realizada pela UNFCCC – Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, de 7 a 18 de dezembro deste ano, em Copenhague (Dinamarca), vem sendo esperada com enorme expectativa por diversos governos, ONGs, empresas e pessoas interessadas em saber como o mundo vai resolver a ameaça do aquecimento global à sobrevivência da civilização humana.

Não é exagero. De acordo com o 4º relatório do IPCC – Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas, órgão que reúne os mais renomados cientistas especializados em clima do mundo, – publicado em 2007, a temperatura da Terra não pode aumentar mais do que 2º C, em relação à era pré-industrial, até o final deste século, ou as alterações climáticas sairão completamente do controle.

Para frear o avanço da temperatura, é necessário reduzir a concentração de gases de efeito estufa na atmosfera, já que são eles os responsáveis por reter mais calor na superfície terrestre. O ideal é que a quantidade de carbono não ultrapassasse os 350ppm, no entanto, já estamos em 387ppm e esse número cresce 2ppm por ano.

Diminuir a emissão de gases de efeito estufa implica modificações profundas no modelo de desenvolvimento econômico e social de cada país, com a redução do uso de combustíveis fósseis, a opção por matrizes energéticas mais limpas e renováveis, o fim do desmatamento e da devastação florestal e a mudança de nossos hábitos de consumo e estilos de vida. Por isso, até agora, os governos têm se mostrado bem menos dispostos a reduzir suas emissões de carbono do que deveriam.

No entanto, se os países não se comprometerem a mudar de atitude, o cenário pode ser desesperador. Correremos um sério risco de ver:
- a floresta amazônica transformada em savana;
- rios com menor vazão e sem peixes;
- uma redução global drástica da produção de alimentos, que já está ocorrendo;
- o derretimento irreversível de geleiras;
- o aumento da elevação do nível do mar, que faria desaparecer cidades costeiras;
- a migração em massa de populações em regiões destruídas pelos eventos climáticos e
- o aumento de doenças tropicais como dengue e malária.

FONTE: Thays Prado - Edição: Mônica Nunes

Planeta Sustentável - 18/09/2009

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

MUNDO ESTÁ A CAMINHO DE FICAR 6º C MAIS QUENTE


Novos dados sobre as emissões mundiais de CO2 (dióxido de carbono, principal gás causador do efeito estufa) indicam que o planeta está a caminho de esquentar 6 graus Celsius neste século, se não houver um esforço concentrado para diminuir a queima de combustíveis fósseis.


"Existe um abismo claro entre o caminho que estamos seguindo e o que é necessário para limitar o aquecimento global a 2 graus Celsius [nível considerado relativamente seguro por especialistas]", diz Corinne Le Quéré, pesquisadora da Universidade de East Anglia (Reino Unido) e coautora do novo estudo na revista científica "Nature Geoscience".


Na atual década, a principal responsável por puxar para cima as emissões é a China, com seu crescimento industrial alimentado pelo carvão mineral. Hoje, o país é o maior emissor do planeta.


No entanto, os EUA ainda respondem pelas maiores emissões per capita: 18 toneladas, contra 5,2 toneladas dos chineses (a média mundial é de 4,8 toneladas).


Desde 1982, a humanidade produziu 715,3 trilhões de toneladas de gás carbônico, quantidade que equivale ao total de dióxido de carbono emitido por todas as civilizações que existiram no mundo antes disso.



da Folha de S. Paulo

http://www.futurocidadao.org/

MAS O QUE É RESPONSABILIDADE SOCIAL?

A responsabilidade social se apresenta como um tema cada vez mais importante no comportamento das organizações, exercendo impactos nos objetivos, estratégias e no próprio significado da empresa. Procuro trazer alguma contribuição no sentido de uma melhor a compreensão da importância desta estratégia e dos benefícios que a mesma pode trazer para a corporação, quando aplicada corretamente. Algumas empresas confundem Responsabilidade Social com Filantropia. Mas o que é Responsabilidade Social?
O termo "responsabilidade social" encerra sempre a idéia de prestação de contas: alguém deve justificar a própria atuação perante outrem. Durante muito tempo, este foi entendido, em uma visão tradicional, como sendo a obrigação do administrador de prestar contas dos bens recebidos por ele. Ou seja, economicamente, a empresa é vista como uma entidade instituída pelos investidores e acionistas, com objetivo único de gerar lucros.
Entretanto, tal perspectiva não se aplica no mundo contemporâneo.Já se sabe que a empresa não se resume exclusivamente no capital, e que sem os recursos naturais (matéria-prima) e as pessoas (conhecimento e mão-de-obra), ela não gera riquezas, não satisfaz às necessidades humanas, não proporciona o progresso e não melhora a qualidade de vida. Por isso, afirma-se que a empresa está inserida em um ambiente social.
Para Oded Grajew presidente do Instituto Ethos, uma das principais instituições responsáveis pela difusão do conceito de responsabilidade social na sociedade brasileira, define este conceito como: "(...) a atitude ética da empresa em todas as suas atividades. Diz respeito às interações da empresa com funcionários, fornecedores, clientes, acionistas, governo, concorrentes, meio ambiente e comunidade. Os preceitos da responsabilidade social podem balizar, inclusive, todas as atividades políticas empresariais”(GRAJEW, Instituto Ethos, 2001).
Atualmente, a intervenção dos diversos atores sociais exige das organizações uma nova postura, calcada em valores éticos que promovam o desenvolvimento sustentado da sociedade como um todo. A questão da responsabilidade social vai, portanto, além da postura legal da empresa, da prática filantrópica ou do apoio à comunidade. Significa mudança de atitude, numa perspectiva de gestão empresarial com foco na qualidade das relações e na geração de valor para todos.
É importante ressaltar que a responsabilidade social é, ainda, um processo em crescimento em vários países do mundo e, principalmente, no Brasil. A questão da participação das empresas privadas na solução de necessidades públicas está nas pautas das discussões atuais.
Embora alguns defendam que a responsabilidade das empresas privadas na área pública limita-se ao pagamento de impostos e ao cumprimento das leis, crescem os argumentos de que seu papel não pode ficar restrito a isso, até por uma questão de sobrevivência das próprias empresas.
Outro argumento é o fato de que adotar posturas éticas e compromissos sociais com a comunidade pode ser um diferencial competitivo e um indicador de rentabilidade e sustentabilidade no longo prazo.A idéia é de que os consumidores passam a valorizar comportamentos nesse sentido e a preferir produtos de empresas identificadas como socialmente responsáveis. As empresas socialmente responsáveis são aqueles que buscam o diferencial [...].
Emilia Fabiana Rasquinha
 

Agncia Trevo