quinta-feira, 26 de novembro de 2009

AQUECIMENTO GLOBAL

A atmosfera da Terra é constituída de gases que permitem a passagem da radiação solar e absorvem grande parte do calor (radiação infravermelha térmica) emitido pela superfície aquecida. Graças ao efeito estufa, a temperatura média da superfície do planeta mantém-se em cerca de 15°C. Sem ele, a temperatura média da Terra seria de 18°C abaixo de zero. É benefício ao planeta, pois cria condições para a existência de vida.

Quando se alerta para riscos relacionados ao efeito estufa, o foco é sua possível intensificação e conseqüência para o clima. Quanto maior for a concentração de gases, maior será o aprisionamento do calor e mais alta ficará a temperatura média do globo terrestre.

O aquecimento global é estudado há 25 anos, mas pode-se dizer que só agora a humanidade tomou consciência de que a crise ambiental é real e seus efeitos são imediatos. Antigamente, causas naturais ou antropogênicas (provocadas pelo homem) eram propostas para explicar o fenômeno.

Porém, novas pesquisas científicas consideram que o aumento repentino da temperatura planetária se deve à ação humana, com escassa contribuição de qualquer outra influência da natureza. Até os ecocéticos aceitam agora a idéia assustadora de que o tempo disponível para evitar a catástrofe global está perigosamente curto.



A principal evidência do aquecimento global vem das medidas de temperatura de estações metereológicas em todo o globo. Os dados mostram que o aumento médio da temperatura foi de 0,6+-0,2 C durante o século XX. Os maiores aumentos foram em dois períodos: 1910 a 1945 e 1976 a 2000.

Evidências secundárias são obtidas por meio da observação das variações da cobertura de neve das montanhas e de áreas geladas, do aumento do nível global dos mares e das precipitações, da cobertura de nuvens, do
El Niño e outros eventos extremos de mau tempo durante o século XX. Fonte: IPCC

"Pela primeira vez desde que começaram as medições, no século XIX, o termômetro chegou aos 40º em diversas regiões temperadas da Europa e dos Estados Unidos. A Somália foi castigada pelas enchentes mais devastadoras do último meio século. A calota gelada do Ártico ficou 60.400 quilômetros quadrados menor – ou seja, uma área equivalente a duas vezes o estado de Alagoas virou água e ajudou a elevar o nível dos oceanos.

Na China, a pior temporada de ciclones em uma década resultou em 1.000 mortes e 10 bilhões de dólares em prejuízos.

Na Austrália, o décimo ano seguido de seca impiedosa agravou o processo de desertificação do solo e desencadeou incêndios florestais com virulência nunca vista". Fonte:
Revista Veja

Estudos estimam que, mantido o ritmo atual, a temperatura média da Terra subirá entre 2 e 4,5 graus até 2050.

O debate científico não é mais sobre em que momento dos próximos cinqüenta anos o aquecimento global se abaterá sobre nosso pobre planeta, mas sobre como escapar da arapuca que nós próprios armamos para as futuras gerações.

Acredita-se que o acontecimento seja devido ao uso de combustíveis fósseis e outros processos industriais, que levam à acumulação na atmosfera de gases propícios ao Efeito Estufa, tais como o
dióxido de carbono, metano, óxido de azoto e os CFCs.

Para evitar a piora da situação, seria preciso parar de bombear na atmosfera esses gases, resultantes da atividade humana. Eles formam uma espécie de cobertor em torno do planeta, impedindo que a radiação solar, refletida pela superfície em forma de calor, retorne ao espaço. É o chamado efeito estufa, e a ele cabe a responsabilidade maior pelo aumento da temperatura global.

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Agncia Trevo