segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

AULA DE RECICLAGEM


Chega de dúvidas na hora de separar os materiais para a reciclagem. Duas lixeiras em casa dão conta do recado. Descubra ainda como reduzir seu lixo e o que fazer com pilhas, lâmpadas, óleo de cozinha e outros materiais que também pedem um descarte adequado. Aproveite as dicas e fique em dia com sua consciência e com o planeta.
Por Giuliana Capello
Que tal uma reflexão rápida: você saberia dizer quantos materiais já jogou no lixo hoje? Do início ao fim do dia, nosso ir e vir vai deixando rastros para trás: embalagens de biscoitos, de produtos de higiene, copinhos de café, sacolas plásticas, restos de alimentos, papéis e tantos outros vestígios que até perdemos a conta.
Calcula-se que uma pessoa produza, em média, 1,5 kg de resíduos por dia. Todo esse peso - muito maior hoje do que algumas décadas atrás - destrói o meio ambiente e recai sobre a economia do planeta, condenada a destinar cada vez mais recursos para medidas que são apenas paliativas, uma vez que a solução definitiva está longe de aparecer.
Lição 1: Controle o impulso consumista
Comprar menos é a maneira mais eficaz de não produzir lixo. Óbvio, não? Mas, para isso ocorrer, é preciso ter um olhar crítico e atento, capaz de discernir entre o desejo de comprar e a necessidade real da compra.
Annie Leonard, especialista em saúde ambiental, mostra em seu recente filme, The Story of Stuff um dado impressionante: apenas 1% dos produtos consumidos nos Estados Unidos continuam existindo seis meses após a compra. "Vivemos numa sociedade em que tudo é descartável. É preciso caminhar para uma sociedade do durável", diz Heloísa Mello, gerente de operações do Instituto Akatu.
Nessa toada, o consumo consciente é nosso maior aliado. Sempre que possível, dê preferência a produtos mais duráveis, resista à tentação de trocar o celular em menos de dois anos (como faz a maioria dos brasileiros) e pense duas vezes antes de comprar aquela calça incrível que vai sair de moda em três meses.

Lição 2: Reduza a sua produção de lixo
Selecionamos algumas dicas básicas do Instituto Akatu para diminuir suas visitas diárias às lixeiras.
- Não compre nada por impulso para não desperdiçar.
- Pense antes de imprimir e aproveite os dois lados do papel sulfite.
- Tenha sempre na bolsa uma sacola reutilizável para carregar pequenas compras e reduza, assim, o uso de sacolas plásticas.
- Se sua família é grande, opte por embalagens maiores de alimentos.
- Prefira sempre as embalagens retornáveis, como as garrafas de refrigerante de vidro, e os produtos com refil.
- Nas compras, prefira produtos a granel e evite bens superembalados, como biscoitos que vêm em saquinhos pequenos dentro de outro saco plástico maior.
- Leve para o trabalho uma caneca para tomar água e café e esqueça os copos plásticos.
Lição 3: Reaproveite antes de descartar
Esqueceu a caneca em casa e vai ficar no escritório tomando água o dia todo? Separe um único copinho plástico para usar.
Difícil? Nem tanto. Experimente. Esse princípio vale para muitas coisas na sua casa. Algumas embalagens de alimentos, especialmente vidros e potes de plástico, podem (e devem) ser utilizadas mais de uma vez, da mesma forma que as famosas sacolas plásticas podem virar recipientes para o lixo orgânico. Retardar o descarte dando um novo uso aos materiais também é uma maneira de produzir menos lixo.

Lição 4: Separe o lixo reciclável do orgânico
Separar os recicláveis é mais simples do que parece. Entram nessa lista os plásticos em geral, papéis, vidros e metais (latas de bebidas e alimentos). "Não precisa colocar cada grupo em cestos distintos. Essa triagem é feita pelas cooperativas do setor. Basta separá-los do lixo orgânico. Ou seja, duas lixeiras bastam", diz André Vilhena, diretor executivo da ONG Cempre (Compromisso Empresarial para a Reciclagem).
Remova restos de comida ou outro produto com uma colher ou guardanapo usado. "Uma dica é, ao lavar a louça, colocar as embalagens no fundo da pia e depois passar um fio de água", ensina Vilhena. Compactar as embalagens poupa espaço em casa e otimiza o transporte. "No caso dos vidros, evite quebrá-los e proteja-os com jornal ou caixa de papelão", lembra Roberta Martins Saviolo, técnica de reciclagem da Abividro (Associação Brasileira da Indústria de Vidro). Se possível, identifique-os com caneta para evitar acidentes com os catadores.

Lição 5: Lixo orgânico pode virar adubo
Nas cidades, o lixo orgânico representa de 40 a 60% do total de resíduos. São restos de comida, folhas e podas de jardim. No Brasil, 1/3 dos alimentos vai para o lixo. Por isso, combater o desperdício é a melhor maneira de reduzir esse volume no meio ambiente. "Antes de comprar, pense no cardápio da semana e compare a data de validade do produto com o tempo estimado para seu consumo", sugere Heloísa Mello, gerente de operações do Instituto Akatu. Além disso, sobras de alimentos podem virar sopas, bolinhos, compotas e geléias. Outra opção é ter uma composteira em casa para transformar o lixo orgânico em composto e adubo para as plantas. Várias ONGs trabalham com diferentes modelos para casas e até apartamentos. O projeto Minhocasa, por exemplo, vende um kit de compostagem caseira com minhocas. Aliás, a idéia rendeu o Prêmio Planeta Casa 2008 ao Instituto Coopera, de Brasília.

Lição 6: Posso jogar o óleo usado de cozinha na pia?
Despejado na pia, 1 litro de óleo usado contamina até 20 mil litros de água. Jogá-lo no lixo também não é uma boa opção, pois ele pode vazar no solo, já que muitas cidades não têm aterro sanitário. Uma solução é fazer sabão em casa (vários sites trazem receitas simples). Se for descartar, armazene num recipiente e doe a entidades que reciclam o óleo para fabricar sabão e biocombustíveis. Na região do ABC paulista, o Instituto Triângulo recolhe o óleo nas residências e doa o sabão feito pela entidade.

Lição 7: Troquei o computador. E agora?
Anualmente, o descarte de computadores gera 50 milhões de toneladas de lixo potencialmente tóxico, já que contém metais pesados. Antes de jogar fora seu PC, tente doar a alguém que poderá fazer uso dele. "Procure manter a máquina por mais tempo, fazendo um upgrade", sugere Heloísa Mello. ONGs como o Comitê para Democratização da Informática e o projeto Metareciclagem recebem doações de computadores em várias cidades do Brasil.

Lição 8: O que faço com as lâmpadas fluorescentes?
Lâmpadas incandescentes não oferecem riscos ambientais e devem ser descartadas com o lixo comum. Já as fluorescentes, que contêm mercúrio, merecem um tratamento mais cuidadoso. Algumas empresas desenvolveram tecnologia para a descontaminação e reciclagem do produto, mas poucas cidades têm acesso a esses serviços. Por isso, o melhor a fazer é embalar a lâmpada num saco plástico e colocá-la no lixo orgânico. Veja a lista de empresas que coletam lâmpadas de mercúrio no site do projeto Coleta Seletiva Solidária, do governo federal.

Lição 9: Sacola plástica: a grande vilã?
Em São Paulo, elas correspondem a 40% das embalagens jogadas fora e ocupam de 15 a 20% do volume de um lixão. Na natureza, demoram 450 anos para se decompor. Uma pesquisa feita em 2007 pela Plastivida mostrou que a maioria das sacolas plásticas de supermercados não seguia os padrões da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), o que levava os consumidores a usar duas por vez. "No tamanho-padrão, elas devem suportar 6 kg e não estavam agüentando nem 2 kg. Isso gerou uma grande campanha pela melhoria da qualidade", conta Francisco de Assis Esmeraldo, presidente da Plastivida. Reaproveitá-la como saco de lixo ameniza o problema desde que o excesso de embalagens seja destinado à reciclagem. "O melhor mesmo é evitá-la, levando sua sacola retornável às compras", enfatiza Heloísa Mello, gerente de operações do Instituto Akatu.

Lição 10: Prefira as pilhas recicláveis
Para pilhas e baterias comuns, a melhor opção são as recarregáveis. A legislação brasileira desobriga o recolhimento pós-consumo por fabricantes que garantem pequenas quantidades de metais pesados nos produtos. "O problema são as pilhas importadas e pirateadas, que costumam ultrapassar esse limite. Essas não devem ser compradas", afirma André Vilhena, diretor executivo da ONG Cempre (Compromisso Empresarial para a Reciclagem). Nos aterros, elas não causam danos ambientais porque não entram em contato com o solo e a água. Em cidades que ainda mantêm lixões a céu aberto, o ideal é procurar locais que recolhem pilhas usadas. As baterias de celular contêm metais pesados perigosos e devem ser entregues pelo consumidor em assistências técnicas autorizadas pelo fabricante ou em postos de coleta. O site do Ministério do Meio Ambiente traz uma lista com os postos de entrega em todo o país.

Lição 11: Isopor é reciclável?
Diferentemente do que se imagina, o EPS (poliestireno expandido) e o XPS (poliestireno extrudado) são recicláveis e devem ser separados juntamente com os plásticos. O EPS é o isopor mais rígido, comum nas embalagens de eletroeletrônicos. Já o XPS, menos resistente, é encontrado em copos e bandejas de alimentos. "Como poucos brasileiros sabem disso, quase ninguém separa o isopor e isso inibe o interesse das empresas pela reciclagem do produto", diz Silvia Rolim, assessora técnica da Plastivida. Em Santana do Parnaíba, SP, a Associação Vila Esperança de Materiais Recicláveis é uma das cooperativas que recebem o material.
Lição 12: Sobrou tinta na obra. O que faço?
Latas com restos de tintas, vernizes, impermeabilizantes e outros materiais de construção podem conter substâncias tóxicas e, por isso, não são recicláveis nem devem ser destinadas à coleta municipal de lixo. Se estiver construindo ou reformando sua casa, separe as sobras desses materiais para os caçambeiros, que levam entulho de construção civil para aterros de inertes, apropriados para receber esse tipo de produto. Consulte na prefeitura de sua cidade a lista de empresas habilitadas.

Lição 13: Nem tudo se recicla
Por mais que sua consciência esteja atenta para o problema do lixo, alguns materiais não devem ser colocados entre os recicláveis, e sim acrescentados ao lixo orgânico.
No grupo dos papéis, não é possível reciclar celofane, fotografias, fitas e etiquetas adesivas, papel-carbono, papel vegetal, papel para fax e papéis encerados ou plastificados, além de papel higiênico, guardanapo e papéis muito engordurados.
Já entre os plásticos, poucos ficam de fora. São eles: as embalagens plásticas metalizadas (de salgadinhos e biscoitos) e os plásticos chamados termofixos, usados na fabricação de alguns computadores, telefones e eletrodomésticos.
Espelhos, cristais, tubos de TV e de computadores, ampolas de medicamentos, cerâmicas e porcelanas também não retornam ao ciclo produtivo. O mesmo acontece com os vidros de janelas e de automóveis, embora eles possam ser doados ou até vendidos para lojas que revendem material de demolição para a construção civil.
Na família dos metais, quase tudo se recicla, com exceção de esponjas de aço, tachinhas, clipes, grampos, pregos e canos. Como reduzir ainda é a melhor saída, use sua criatividade para transformar alguns desses produtos em peças de artesanato. O planeta agradece!


Lição 14: Organize a coleta no condomínio
Se seu prédio ainda não faz a coleta seletiva dos materiais recicláveis, que tal dar o primeiro passo? Em São Paulo, o Instituto GEA – Ética e Meio Ambiente oferece consultoria gratuita aos interessados em iniciar o processo. Ana Maria Luz, presidente da instituição, dá algumas dicas:
- Procure saber os tipos de lixo que o condomínio produz e se vale a pena vender alguns materiais (ou apenas doá-los);
- Descubra quem poderá retirar o lixo. Pode ser uma concessionária de coleta seletiva da prefeitura ou uma cooperativa de catadores;
- Pense na logística interna e no local para o armazenamento dos materiais;
- Mobilize os moradores com cartazes informativos nos elevadores, halls e apartamentos;
- Mantenha a motivação dos moradores com comunicados que tragam os resultados positivos do projeto.


segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Reciclagem e Destinação de Pilhas e Baterias


As pilhas comuns e alcalinas, utilizadas em rádios, gravadores, walkman, brinquedos, llanternas etc, podem ser jogadas no lixo doméstico, sem qualquer risco ao meio ambiente, conforme determinação da Resolução CONAMA 257, publicada em 22 de julho de 1999. Portanto, essas pilhas não precisam ser recolhidas e nem depositadas em aterros especiais. Isto porque os fabricantes nacionais e os importadores legalizados já comercializam no mercado brasileiro pilhas que atendem perfeitamente as determinações do CONAMA – Conselho Nacional de Meio Ambiente – no que diz respeito aos limites máximos de metais pesados em suas constituições.Também podem ser dispostas no lixo doméstico as pilhas/baterias de:
  • Níquel-Metal-Hidreto (NiMH) - utilizadas por celulares, telefones sem fio, filmadoras e notebook;
  • Íon-de-Lítio - utilizadas em celulares e notebook;
  • Zinco-Ar - utilizadas em aparelhos auditivos;
  • Lítio - Equipamentos fotográficos, agendas eletrônicas, calculadoras, filmadoras, relógios, computadores, notebook, videocassete.

Além dessas, também podem ir para o lixo doméstico as pilhas/baterias especiais tipo botão e miniatura utilizadas equipamentos fotográficos, agendas eletrônicas, calculadoras, filmadoras, relógios e sistemas de segurança e alarmes.

Portanto, só devem ser encaminhadas aos fabricantes e importadores, desde 22 de julho de 2000, as pilhas/baterias de:

  • Níquel-cádmio - utilizadas por alguns celulares, telefones sem fio e alguns aparelhos que usam sistemas recarregáveis.
  • Chumbo-ácido - utilizadas em veículos (baterias de carro, por exemplo) e pelas indústrias (comercializadas diretamente entre os fabricantes e as indústrias) e, além de algumas filmadoras de modelo antigo. Essas baterias já possuem um sistema de recolhimento e reciclagem, há muito tempo;
  • Óxido de mercúrio - utilizadas em instrumentos de navegação e aparelhos de instrumentação e controle (são pilhas especiais que não são encontradas no comércio).

Fontes: ABINEE, Jorge Alberto Soares Tenório e Denise Crocce Romano Espinosa (www.cepis.ops-oms.org)

Novo estudo afirma: ação humana na natureza piora aquecimento global

Um novo estudo aponta que a ação humana no planeta deverá liberar mais gases do efeito estufa, agravando ainda mais o aquecimento global.
Os dados, baseados em oscilações naturais das temperaturas entre os anos 1050 e 1800, indicam que uma elevação de 1 grau Celsius na temperatura aumenta a concentração atmosférica de dióxido de carbono em 7,7 partes por milhão
.Isso está bem abaixo das estimativas recentes de 40 partes por milhão, o que causaria efeitos climáticos ainda mais dramáticos - como secas, incêndios florestais, inundações e elevação do nível dos mares.A concentração atmosférica de CO2 já passou de 280 partes por milhão antes da Revolução Industrial para 390 partes por milhão.
O último grande relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre o clima, em 2007, incluía poucas avaliações sobre o ciclo de retroalimentação do carbono.Os especialistas fizeram 220 mil comparações dos níveis de dióxido de carbono - aprisionado em minúsculas bolhas nas camadas anuais de gelo antártico - em relação às temperaturas inferidas a partir de fontes naturais, como os anéis das árvores ou os sedimentos lacustres acumulados ao longo dos anos entre 1050 e 1800.
Fonte: JB Online

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Preservando a natureza nas Férias


Você já deve ter sido informado sobre isso, talvez esteja até cansado, mas aqui vai um lembrete:

  • Não jogue lixo na praia
  • Também não enterre o lixo pois na próxima maré ele será descoberto pelas ondas.
  • Mesmo pontas de cigarro não devem ser jogadas na areia (ou na água): elas contém inúmeras substâncias tóxicas para os organismos marinhos.
  • Leve seu saquinho para depositar o lixo que produzir e depois leve-o embora com você até achar uma cesta de lixo.
  • Não jogue lixo nas ruas
  • O lixo acaba indo para o mar, ou pior, entope os bueiros e as galerias e provoca enchentes.

  • Respeite a cultura local
  • Não tente introduzir novos elementos ou novos valores culturais nessas culturas, pois isso criaria uma crise de identidade na cabeça dessas pessoas, com conseqüências desastrosas para elas e suas respectivas culturas.
  • Aproveite para conhecer um pouco sobre as particularidades de cada região, as belezas regionais dos povos de cada lugar.

  • Respeite a fauna e a flora local
  • Não destrua ou danifique a vegetação litorânea, tanto nas praias como nas trilhas.
  • Respeite os animais que vivem nos lugares que você vai visitar.
  • Se estiver numa praia mais deserta, evite gritar se avistar algum animal. Aproveite a chance para observá-lo com mais atenção.
  • Dirija mais lentamente e com mais atenção, para não atropelar nenhum animal, como macacos, gambás, tamanduás-mirins, capivaras e preguiças, freqüentemente vistos cruzando as pistas das rodovias litorâneas.

fonte: Denis Abessa - http://www.guiadepraias.com.br/

VOCÊ SABIA?


• A Vida se originou há cerca de 3,5 bilhões de anos no mar? As primeiras formas de Vida de nosso planeta surgiram no meio oceânico e a concentração química do sangue e tecidos de nosso corpo é ainda a mesma dos oceanos daquela época.

97% da água disponível no planeta está nos oceanos? Estes acumulam os sais minerais carregados no transcurso da gota de chuva, pelos riachos e rios, até o mar. Por isso que o mar é salgado.

• Nosso planeta, tudo e todos que o habitam sofrem influência do equilíbrio das forças gravitacionais exercidas pelo sol e pela lua sobre o mesmo? Isso é especialmente visível através do ciclo das marés.

• O sol é hoje 3 vezes mais quente que há 4 bilhões de anos atrás? E você já percebeu que o clima costeiro é sempre mais ameno (mais fresco no verão e mais quentinho no inverno) que o continental? Através de um mecanismo sofisticado e complexo, que inclui forte interação entre correntes aéreas e marinhas, grandes massas de ar são transportadas pelo globo, distribuindo energia calorífica e contribuindo para o estabelecimento de condições climáticas ideais ao desenvolvimento da Vida. A preservação dos ecossistemas tanto terrestres quando aquáticos é fundamental para a manutenção desse sistema.

• No processamento anual de 85 milhões de toneladas de peixes, os pescadores descartam rotineiramente, no mínimo 20 milhões de toneladas de pescado indesejado e de espécies marinhas, que são mortas ‘de carona’.

• Estima-se que, anualmente, 250 milhões de pessoas desenvolvem crises de gastroenterite e doenças respiratórias ao nadarem em mares contaminados

Apesar de sua imensidão e aparente ‘imunidade’ à poluição, os oceanos estão gravemente ameaçados pela ação irresponsável do homem:

• estimativas indicam que os mares recebem cerca de 14 bilhões de kilos de lixo diariamente;
• a pesca predatória dizima inúmeras espécies;
• a ocupação desordenada do litoral leva à destruição generalizada dos hábitats costeiros como restingas e manguezais – verdadeiras creches de Vida marinha;
• pelo menos 30 % das praias brasileiras já é imprópria ao banho por conta da excessiva descarga de esgoto; bem como
• derramamentos de petróleo são responsáveis por 10% da poluição global dos oceanos.


Fontes:

Lyall Watson; The Water Planet – A Celebration of the Wonder of Water; 1988; Bantam Books; Australia

Folhetos diversos da Sea Shepherd - Programa de Estudo e Conservação da Vida Marinha

Anne Platt McGinn; Do Rio a Johannesburgo: A importância de Oceanos Sadios no Combate à Pobreza

A sujeira nossa de cada dia e a decomposição do lixo


Pequenos detritos que se jogam na rua podem se acumular por décadas e vencer os micróbios cujo trabalho evita que o planeta seja soterrado pelo lixo.

Bitucas de cigarro, chicletes, cascas e bagaços de frutas, latas de refrigerante ou garrafas de plástico. Diante de tudo o que se descarta sem maior preocupação, em qualquer lugar e todos os dias, é surpreendente que a Terra não fique coberta por uma malcheirosa camada de dejetos. Isso só não acontece graças ao processo natural de biodegradação. Por meio dele, bactérias, leveduras, fungos e outros micróbios se alimentam da matéria orgânica do lixo, transformando-a em compostos mais simples, que são devolvidos ao meio ambiente.

A matéria orgânica é formada de extensas cadeias de carbono à qual se penduram outros átomos. Os microorganismos quebram a cadeia junto ao carbono e aproveitam a energia encerrada na ligação química. Os micróbios tendem a quebrar o maior número de ligações e arrancar do composto original a maior quantidade de energia possível. Por isso é que no final restam materiais extremamente simples. Mas isso depende do tipo de degradação: quando ela é aeróbia, que utiliza oxigênio, o processo é muito eficiente. Seus restos são elementos como o nitrogênio e o enxofre, anteriormente pendurados às cadeias de carbono. Na decomposição anaeróbia, sem oxigênio e menos eficiente, os restos são mais complexos, como o gás metano e sulfídrico.

Esse trabalho pode demorar um século ou mais. O tempo depende de vários fatores. O calor e a umidade do solo, por exemplo, estimulam o crescimento e a atividade dos microorganismos aeróbios. Assim, quanto mais quente e úmido for o local, mais rápida será a decomposição. Por outro lado, as águas e terrenos ácidos limitam a capacidade de desenvolvimento dos microorganismos. Os ácidos, metais pesados e substâncias tóxicas prejudicam as bactérias, podendo chegar a matá-las.

Outro problema: a gastronomia dos microorganismos. Certas colônias de bactérias de um determinado terreno não são capazes de decompor resíduos facilmente devorados por outro tipo de micróbio. Por exemplo, se o terreno não dispuser de uma quantidade razoável de oxigênio, diversas substâncias, como o azeite e alguns pesticidas, não sofrem degradação. É difícil determinar as preferências e localizações das incontáveis espécies de bactérias. As mais conhecidas são as anaeróbias e entre estas as mais comuns pertencem a um grande grupo chamado de metanogênico, pois produzem metano.

Em vista de tudo isso, é claro que sempre vale a pena procurar uma lata de lixo, e mesmo assim persiste o risco de o planeta se converter num autêntico lixão.
FONTE: Revista Superinteressante


quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Elaboração prática da Agenda 21 Escolar


1.º passo: Realização de fórum, convocado de maneira oficial, para início dos trabalhos de implementação da Agenda 21 do estabelecimento educacional em que for implantada. Nesse fórum deverão ser escolhidos os participantes da respectiva comissão, que será presidida por um Coordenador Técnico, com o resumo dos trabalhos anotados por um relator. A comissão deverá contar, na medida do possível, com elementos da escola - tanto do corpo discente como do corpo docente -, da comunidade, do poder público, das lideranças locais, entidades não governamentais, etc.

2.º passo: buscar a participação popular para o fórum e as reuniões periódicas da agenda, para o auxílio na detecção de problemas e em sua erradicação ou minimização. Buscar o auxílio dos órgãos da imprensa, para apoio educacional e jornalístico e de órgãos do poder público ligados aos problemas apontados;

3.º passo: promover ações dentro da escola, com os alunos, na pesquisa das situações prejudiciais ou degradantes e na elaboração de concursos, como redação e poesia sobre temas correlatos, como, p.e., "como gostaria de ver minha escola e meu bairro daqui a 10 anos"; gincanas educativas e construtivas, jogos cooperativos, atividades que possam despertar o sentimento de amor pela comunidade e de patriotismo, como ações voluntárias de ajuda a doentes, deficientes, desempregados, etc;

4.º passo: trabalhar com ações práticas e economicamente viáveis, dentro de um processo de educação ambiental entrelaçado com criação de hortas comunitárias, ou hortas individuais, coleta seletiva de lixo e comercialização do lixo reciclável, cursos sobre compostagem dos resíduos orgânicos e sua aplicação nas hortas, comunitárias ou individuais, saneamento e tratamento de resíduos nas áreas rurais, etc;

5.º passo: identificar os temas que serão incluídos no documento inicial a ser elaborado pela comissão escolhida e que se chamará "Agenda 21 Escolar da Escola .....", devendo esses temas ser identificados pela comissão e pela comunidade participante do fórum. Os temas não deverão ultrapassar a dez ou doze, para que não se impossibilite a realização de tarefas em todas as frentes. É conveniente que sejam escolhidos especialistas ou professores das respectivas áreas para que, de início, façam um relatório da situação atual da comunidade a ser trabalhada, ou seja, o cenário inicial dos trabalhos, assim como um cenário do passado e uma projeção de um cenário ideal em um determinado prazo - 10 anos, por exemplo, dando publicidade desse levantamento

6.º passo: elaboração de projetos e/ou planos estratégicos, ou seja, a discriminação, passo a passo, das atividades necessárias à realização dos objetivos previstos em cada um dos temas selecionados para a agenda, com cálculo de custos, de recursos materiais e humanos;

7.º passo: finalmente, a implementação prática, etapa por etapa, daquelas previstas nos projetos e/ou planos estratégicos, angariando os recursos necessários dentro do plano de ação e atendendo às necessidades da etapa em andamento.

Acompanhamento dos trabalhos

I - Reuniões dos Coordenadores das Agendas 21 Escolares implantadas, periodicamente, sugerindo-se que isso ocorra de três em três meses, para troca de informações e experiências, que serão levadas aos respectivos fóruns permanentes;

II - Realização periódica de Seminários e Cursos de Atualização e Capacitação para os participantes efetivos dos fóruns permanentes de debates, e demais interessados, buscando envolver o pessoal dos órgãos governamentais, como o Ministério do Meio Ambiente, Ministério das Cidades, Secretaria Estadual de Meio Ambiente, Secretarias Municipais de Educação, Planejamento, Saúde, Social, órgãos de Infância e Adolescência, etc.

Lembrar-se de que:

A agenda deverá ter sempre em mira a sustentabilidade econômica da comunidade, a preservação e implementação de áreas de preservação e os respectivos cuidados, o cunho permanente de educação individual, familiar, social e ambiental, interligados dentro das ações previstas na agenda; o trabalho cooperativo, a criação de núcleos de apoio social, o fortalecimento das instituições oficiais e de liderança da comunidade;

A agenda 21 nunca termina. Ela é sempre reconstituída, reconstruída, repassada, corrigida dentro dos fóruns de discussão e de acordo com a avaliação dos rumos dos trabalhos, as fontes de financiamento, as parcerias, novos problemas que possam surgir, novas soluções encontradas, etc;

Os fóruns de discussão são permanentes, devendo a periodicidade ser decidida pela respectiva comissão, e nele deverão ser sempre revistos e repassados os trabalhos do período. Além disso, deverão estar sempre abertos à participação de todos os membros da comunidade, do poder público, da imprensa, de entidades de apoio, de patrocinadores, enfim, do todo a que pretende servir e de quem recebe apoio humano, material ou financeiro;

A agenda poderá ter início com ações de menor impacto, dependendo de suas possibilidades, e enriquecida posteriormente pela experiência dos participantes, do aumento do grupo, de maiores patrocínios, de maior apoio dos órgãos de política pública, etc.

O sucesso da implantação da agenda 21 escolar em cada município depende apenas do empenho com que as pessoas que a apoiarem,no âmbito de influência de cada escola, se disponham a aplicar em benefício da comunidade escolar e da comunidade influenciada, doando-se em puro ato de amor aos alunos, familiares e coletividade, e ao povo, à nação, ao país e, por extensão a todo planeta terra - nosso lar comum na imensidão infinita do cosmos. As mãos que se puserem á obra plantarão milhares de sementes para reflorestar a vida.
FONTE Associação Ecológica Vertente texto: Francisco Antonio Romanelli
 

Agncia Trevo