sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Preservando a natureza nas Férias


Você já deve ter sido informado sobre isso, talvez esteja até cansado, mas aqui vai um lembrete:

  • Não jogue lixo na praia
  • Também não enterre o lixo pois na próxima maré ele será descoberto pelas ondas.
  • Mesmo pontas de cigarro não devem ser jogadas na areia (ou na água): elas contém inúmeras substâncias tóxicas para os organismos marinhos.
  • Leve seu saquinho para depositar o lixo que produzir e depois leve-o embora com você até achar uma cesta de lixo.
  • Não jogue lixo nas ruas
  • O lixo acaba indo para o mar, ou pior, entope os bueiros e as galerias e provoca enchentes.

  • Respeite a cultura local
  • Não tente introduzir novos elementos ou novos valores culturais nessas culturas, pois isso criaria uma crise de identidade na cabeça dessas pessoas, com conseqüências desastrosas para elas e suas respectivas culturas.
  • Aproveite para conhecer um pouco sobre as particularidades de cada região, as belezas regionais dos povos de cada lugar.

  • Respeite a fauna e a flora local
  • Não destrua ou danifique a vegetação litorânea, tanto nas praias como nas trilhas.
  • Respeite os animais que vivem nos lugares que você vai visitar.
  • Se estiver numa praia mais deserta, evite gritar se avistar algum animal. Aproveite a chance para observá-lo com mais atenção.
  • Dirija mais lentamente e com mais atenção, para não atropelar nenhum animal, como macacos, gambás, tamanduás-mirins, capivaras e preguiças, freqüentemente vistos cruzando as pistas das rodovias litorâneas.

fonte: Denis Abessa - http://www.guiadepraias.com.br/

VOCÊ SABIA?


• A Vida se originou há cerca de 3,5 bilhões de anos no mar? As primeiras formas de Vida de nosso planeta surgiram no meio oceânico e a concentração química do sangue e tecidos de nosso corpo é ainda a mesma dos oceanos daquela época.

97% da água disponível no planeta está nos oceanos? Estes acumulam os sais minerais carregados no transcurso da gota de chuva, pelos riachos e rios, até o mar. Por isso que o mar é salgado.

• Nosso planeta, tudo e todos que o habitam sofrem influência do equilíbrio das forças gravitacionais exercidas pelo sol e pela lua sobre o mesmo? Isso é especialmente visível através do ciclo das marés.

• O sol é hoje 3 vezes mais quente que há 4 bilhões de anos atrás? E você já percebeu que o clima costeiro é sempre mais ameno (mais fresco no verão e mais quentinho no inverno) que o continental? Através de um mecanismo sofisticado e complexo, que inclui forte interação entre correntes aéreas e marinhas, grandes massas de ar são transportadas pelo globo, distribuindo energia calorífica e contribuindo para o estabelecimento de condições climáticas ideais ao desenvolvimento da Vida. A preservação dos ecossistemas tanto terrestres quando aquáticos é fundamental para a manutenção desse sistema.

• No processamento anual de 85 milhões de toneladas de peixes, os pescadores descartam rotineiramente, no mínimo 20 milhões de toneladas de pescado indesejado e de espécies marinhas, que são mortas ‘de carona’.

• Estima-se que, anualmente, 250 milhões de pessoas desenvolvem crises de gastroenterite e doenças respiratórias ao nadarem em mares contaminados

Apesar de sua imensidão e aparente ‘imunidade’ à poluição, os oceanos estão gravemente ameaçados pela ação irresponsável do homem:

• estimativas indicam que os mares recebem cerca de 14 bilhões de kilos de lixo diariamente;
• a pesca predatória dizima inúmeras espécies;
• a ocupação desordenada do litoral leva à destruição generalizada dos hábitats costeiros como restingas e manguezais – verdadeiras creches de Vida marinha;
• pelo menos 30 % das praias brasileiras já é imprópria ao banho por conta da excessiva descarga de esgoto; bem como
• derramamentos de petróleo são responsáveis por 10% da poluição global dos oceanos.


Fontes:

Lyall Watson; The Water Planet – A Celebration of the Wonder of Water; 1988; Bantam Books; Australia

Folhetos diversos da Sea Shepherd - Programa de Estudo e Conservação da Vida Marinha

Anne Platt McGinn; Do Rio a Johannesburgo: A importância de Oceanos Sadios no Combate à Pobreza

A sujeira nossa de cada dia e a decomposição do lixo


Pequenos detritos que se jogam na rua podem se acumular por décadas e vencer os micróbios cujo trabalho evita que o planeta seja soterrado pelo lixo.

Bitucas de cigarro, chicletes, cascas e bagaços de frutas, latas de refrigerante ou garrafas de plástico. Diante de tudo o que se descarta sem maior preocupação, em qualquer lugar e todos os dias, é surpreendente que a Terra não fique coberta por uma malcheirosa camada de dejetos. Isso só não acontece graças ao processo natural de biodegradação. Por meio dele, bactérias, leveduras, fungos e outros micróbios se alimentam da matéria orgânica do lixo, transformando-a em compostos mais simples, que são devolvidos ao meio ambiente.

A matéria orgânica é formada de extensas cadeias de carbono à qual se penduram outros átomos. Os microorganismos quebram a cadeia junto ao carbono e aproveitam a energia encerrada na ligação química. Os micróbios tendem a quebrar o maior número de ligações e arrancar do composto original a maior quantidade de energia possível. Por isso é que no final restam materiais extremamente simples. Mas isso depende do tipo de degradação: quando ela é aeróbia, que utiliza oxigênio, o processo é muito eficiente. Seus restos são elementos como o nitrogênio e o enxofre, anteriormente pendurados às cadeias de carbono. Na decomposição anaeróbia, sem oxigênio e menos eficiente, os restos são mais complexos, como o gás metano e sulfídrico.

Esse trabalho pode demorar um século ou mais. O tempo depende de vários fatores. O calor e a umidade do solo, por exemplo, estimulam o crescimento e a atividade dos microorganismos aeróbios. Assim, quanto mais quente e úmido for o local, mais rápida será a decomposição. Por outro lado, as águas e terrenos ácidos limitam a capacidade de desenvolvimento dos microorganismos. Os ácidos, metais pesados e substâncias tóxicas prejudicam as bactérias, podendo chegar a matá-las.

Outro problema: a gastronomia dos microorganismos. Certas colônias de bactérias de um determinado terreno não são capazes de decompor resíduos facilmente devorados por outro tipo de micróbio. Por exemplo, se o terreno não dispuser de uma quantidade razoável de oxigênio, diversas substâncias, como o azeite e alguns pesticidas, não sofrem degradação. É difícil determinar as preferências e localizações das incontáveis espécies de bactérias. As mais conhecidas são as anaeróbias e entre estas as mais comuns pertencem a um grande grupo chamado de metanogênico, pois produzem metano.

Em vista de tudo isso, é claro que sempre vale a pena procurar uma lata de lixo, e mesmo assim persiste o risco de o planeta se converter num autêntico lixão.
FONTE: Revista Superinteressante


quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Elaboração prática da Agenda 21 Escolar


1.º passo: Realização de fórum, convocado de maneira oficial, para início dos trabalhos de implementação da Agenda 21 do estabelecimento educacional em que for implantada. Nesse fórum deverão ser escolhidos os participantes da respectiva comissão, que será presidida por um Coordenador Técnico, com o resumo dos trabalhos anotados por um relator. A comissão deverá contar, na medida do possível, com elementos da escola - tanto do corpo discente como do corpo docente -, da comunidade, do poder público, das lideranças locais, entidades não governamentais, etc.

2.º passo: buscar a participação popular para o fórum e as reuniões periódicas da agenda, para o auxílio na detecção de problemas e em sua erradicação ou minimização. Buscar o auxílio dos órgãos da imprensa, para apoio educacional e jornalístico e de órgãos do poder público ligados aos problemas apontados;

3.º passo: promover ações dentro da escola, com os alunos, na pesquisa das situações prejudiciais ou degradantes e na elaboração de concursos, como redação e poesia sobre temas correlatos, como, p.e., "como gostaria de ver minha escola e meu bairro daqui a 10 anos"; gincanas educativas e construtivas, jogos cooperativos, atividades que possam despertar o sentimento de amor pela comunidade e de patriotismo, como ações voluntárias de ajuda a doentes, deficientes, desempregados, etc;

4.º passo: trabalhar com ações práticas e economicamente viáveis, dentro de um processo de educação ambiental entrelaçado com criação de hortas comunitárias, ou hortas individuais, coleta seletiva de lixo e comercialização do lixo reciclável, cursos sobre compostagem dos resíduos orgânicos e sua aplicação nas hortas, comunitárias ou individuais, saneamento e tratamento de resíduos nas áreas rurais, etc;

5.º passo: identificar os temas que serão incluídos no documento inicial a ser elaborado pela comissão escolhida e que se chamará "Agenda 21 Escolar da Escola .....", devendo esses temas ser identificados pela comissão e pela comunidade participante do fórum. Os temas não deverão ultrapassar a dez ou doze, para que não se impossibilite a realização de tarefas em todas as frentes. É conveniente que sejam escolhidos especialistas ou professores das respectivas áreas para que, de início, façam um relatório da situação atual da comunidade a ser trabalhada, ou seja, o cenário inicial dos trabalhos, assim como um cenário do passado e uma projeção de um cenário ideal em um determinado prazo - 10 anos, por exemplo, dando publicidade desse levantamento

6.º passo: elaboração de projetos e/ou planos estratégicos, ou seja, a discriminação, passo a passo, das atividades necessárias à realização dos objetivos previstos em cada um dos temas selecionados para a agenda, com cálculo de custos, de recursos materiais e humanos;

7.º passo: finalmente, a implementação prática, etapa por etapa, daquelas previstas nos projetos e/ou planos estratégicos, angariando os recursos necessários dentro do plano de ação e atendendo às necessidades da etapa em andamento.

Acompanhamento dos trabalhos

I - Reuniões dos Coordenadores das Agendas 21 Escolares implantadas, periodicamente, sugerindo-se que isso ocorra de três em três meses, para troca de informações e experiências, que serão levadas aos respectivos fóruns permanentes;

II - Realização periódica de Seminários e Cursos de Atualização e Capacitação para os participantes efetivos dos fóruns permanentes de debates, e demais interessados, buscando envolver o pessoal dos órgãos governamentais, como o Ministério do Meio Ambiente, Ministério das Cidades, Secretaria Estadual de Meio Ambiente, Secretarias Municipais de Educação, Planejamento, Saúde, Social, órgãos de Infância e Adolescência, etc.

Lembrar-se de que:

A agenda deverá ter sempre em mira a sustentabilidade econômica da comunidade, a preservação e implementação de áreas de preservação e os respectivos cuidados, o cunho permanente de educação individual, familiar, social e ambiental, interligados dentro das ações previstas na agenda; o trabalho cooperativo, a criação de núcleos de apoio social, o fortalecimento das instituições oficiais e de liderança da comunidade;

A agenda 21 nunca termina. Ela é sempre reconstituída, reconstruída, repassada, corrigida dentro dos fóruns de discussão e de acordo com a avaliação dos rumos dos trabalhos, as fontes de financiamento, as parcerias, novos problemas que possam surgir, novas soluções encontradas, etc;

Os fóruns de discussão são permanentes, devendo a periodicidade ser decidida pela respectiva comissão, e nele deverão ser sempre revistos e repassados os trabalhos do período. Além disso, deverão estar sempre abertos à participação de todos os membros da comunidade, do poder público, da imprensa, de entidades de apoio, de patrocinadores, enfim, do todo a que pretende servir e de quem recebe apoio humano, material ou financeiro;

A agenda poderá ter início com ações de menor impacto, dependendo de suas possibilidades, e enriquecida posteriormente pela experiência dos participantes, do aumento do grupo, de maiores patrocínios, de maior apoio dos órgãos de política pública, etc.

O sucesso da implantação da agenda 21 escolar em cada município depende apenas do empenho com que as pessoas que a apoiarem,no âmbito de influência de cada escola, se disponham a aplicar em benefício da comunidade escolar e da comunidade influenciada, doando-se em puro ato de amor aos alunos, familiares e coletividade, e ao povo, à nação, ao país e, por extensão a todo planeta terra - nosso lar comum na imensidão infinita do cosmos. As mãos que se puserem á obra plantarão milhares de sementes para reflorestar a vida.
FONTE Associação Ecológica Vertente texto: Francisco Antonio Romanelli

AGENDA 21 ESCOLAR

A escola é uma comunidade que tem influência efetiva não apenas dentro de seus muros, nos momentos de instrução a seus alunos, mas também em toda a comunidade formada pelos respectivos familiares e moradores de seu entorno.


1. Esclarecimentos preliminares

1.1. O que é a Agenda 21?
A Agenda 21 é um documento gerado a partir da Rio Eco-92 para implantação global, prevendo, em mais de 40 tópicos, as possibilidades de desenvolvimento sustentável para o planeta, onde se possa gerar desenvolvimento sem prejuízos à qualidade de vida do ser humano e às condições ambientais. Pode-se resumir essa filosofia no encaminhamento das condições de vida do planeta para um ambiente justo e saudável, com o equilíbrio perfeito entre o ser humano, a natureza e a economia, sem prejudicar o desenvolvimento e a qualidade de vida, e sem degradar o ambiente planetário.Esse mesmo documento prevê a implantação da Agenda 21 nacional, que deverá ser implementada, em cada país, observando-se suas características peculiares e, ainda, a Agenda 21 local que, em tese, deve ser implementada em cada cidade ou localidade onde exista um núcleo humano com necessidades de crescimento e de sustentabilidade ambiental e econômica, sem prejuízo da qualidade de vida e da degradação dos ecossistemas.
As bases lógicas para a implementação das Agendas por país e por localidade são óbvias: não se poderá construir um mundo sustentável, saudável e com um ambiente protegido, sem que as respectivas ações nesse sentido tenham início nas bases dos habitantes que dominam o planeta e são capazes de transformá-lo para melhor ou pior, ou seja, os seres humanos. Daí a adoção do tão alardeado slogan: "pensar globalmente e agir localmente". A soma das boas ações locais vão produzir uma globalização condizente e correspondente.

As agendas locais - Estados, municípios, regiões e comunidades - têm, portanto, papel fundamental na elaboração da agenda nacional. Partindo-se do microcosmo para o macrocosmo pode haver participação ativa de todas as comunidades, de todos os habitantes na criação de um plano de sustentabilidade maior e mais abrangente. Afinal, o ser humano, individualmente, é a célula da sociedade, que, por sua vez, forma uma nação, um país, e o planeta.

1.2. Porque Agenda 21 Escolar?
A escola é uma comunidade que tem influência efetiva não apenas dentro de seus muros, nos momentos de instrução a seus alunos, mas também em toda a comunidade formada pelos respectivos familiares e moradores de seu entorno.
A escola, em suas novas atribuições, estabelecidas passo a passo por técnicos do ensino, pode ser considerada o cérebro que comanda um corpo maior, constituído pelos lares dos alunos e pela comunidade em que está inserida, extrapolando em muito as estreitas divisas de seus muros e afetando diretamente a vida de um volume de pessoas extremamente maior do que o mero número de estudantes que a freqüenta, sendo, por isso, também responsável pela avaliação crítica e física dos problemas sociais, pessoais e ambientais dos ramos dela derivados, e pela busca de auxílio em sua solução.

A escola é a base de formação do cidadão.
A escola é a responsável pela educação que influenciará na vida profissional, social e pessoal do aluno e em sua convivência familiar. A escola influencia e é influenciada pelos movimentos que agitam o seu entorno, como festividades, violência familiar e social, decisões da coletividade, desenvolvimento agrário, industrial e comercial, etc. Além disso, em muitas comunidades, a escola é o órgão ao qual os cidadãos recorrem, como se fosse um organismo de ajuda, apoio e resolução de problemas familiares ou sociais.


Desnecessário, por óbvios, destacar outros pontos de importância da escola na comunidade.
Portanto, nada mais útil e proveitoso do que se começar um processo de elaboração de Agenda 21 dentro do âmbito de atuação direta e indireta da escola.

2. Agenda 21 Escolar
2.1. O que é a Agenda 21 Escolar?
A Agenda 21 escolar é a formatação do texto base da Agenda 21 local para aplicação no meio de influência da escola, tanto nos recintos escolares, como no meio familiar e social onde tal influência é exercida. Visa, da mesma forma que as demais agendas, a sustentabilidade social e econômica, atendendo às necessidades humanas para uma vida digna e a proteção do meio ambiente, tanto o ambiente utilizado pelos cidadãos, como formados pelos ecossistemas da região.

2.2. Requisitos Básicos da Elaboração da Agenda 21 Escolar
A adoção de uma metodologia de trabalho que deverá ser buscada por consenso entre representantes do estabelecimento escolar, dos alunos, da coletividade em sua área de influência, do poder público e de organismos não governamentais, voluntários, técnicos, líderes comunitários e religiosos, em reuniões previamente designadas para tanto;


A realização de pesquisas para apuração dos problemas existentes na área de atuação da agenda, englobados os problemas de saúde da população local, de degradação do meio ambiente ou riscos ambientais, de segurança, problemas sociais diversos como desemprego, alcoolismo, uso de drogas, etc.;

Avaliação técnica, por pessoal habilitado, e consenso popular, através de reuniões, das soluções para estancar, reverter ou pelo menos amenizar os problemas, buscando os meios de sustentabilidade econômica da população, a melhora de sua qualidade de vida e a melhoria ambiental, com preservação de áreas, criação de novas áreas, saneamento, melhoria dos elementos já implantados, e, essencialmente, educação de cunho social e ambiental;

Apuradas as ações necessárias, verificar os respectivos custos e os meios de financiamento;

Envolver o poder público, através das negociações necessárias, para que solucione ou busque soluções para os problemas que são de sua exclusiva atribuição, e para que colabore na solução de outros, que estejam dentro de suas possibilidades governamentais

Mobilizar os setores da sociedade que de alguma forma possam auxiliar na concretização dos projetos relativos à solução dos problemas apurados;

Dar andamento às ações de correção, reversão e erradicação de tais problemas.

Associação Ecológica Vertente texto: Francisco Antonio Romanelli

Mudanças no cotidiano podem evitar escassez de água

A escassez de água no planeta já não é novidade para ninguém. De toda a água de nosso planeta, cerca de 3% é doce, o que não se mostra suficiente para toda a população. Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), o Brasil tem 11,6% de toda a água doce do planeta.
Em pesquisa feita pela Agência Nacional de Águas (ANA), mostra-se que a demanda de água nas regiões metropolitanas é maior que a produção atual dos recursos.Para impedir problemas com a falta de água nos próximos 15 anos, será necessário um investimento de R$ 27,7 bilhões em produção, tratamento, fornecimento de águas e tratamento de esgotos.
Para evitar que o mundo chegue a essa situação, várias medidas podem ser tomadas, entre elas está o reuso da água, que já vem sendo utilizado por muitas empresas para diminuir seus gastos e também colaborar com o meio ambiente.
No Brasil, 80% do esgoto coletado vai parar em cursos d'água sem receber nenhum tratamento.A população também pode contribuir evitando o desperdício de água com pequenas mudanças no cotidiano em suas casas, propriedades, estabelecimentos comerciais, etc.
No Brasil gasta-se cerca de cinco vezes mais água do que o necessário. Nosso consumo é de cerca de 200 litros por dia por pessoa, sendo que a OMS recomenda gastos de 40 litros por dia por pessoa. Este desperdício todo preocupa - afinal, o ser humano é capaz de ficar 60 dias sem comer, mas só resiste cinco sem água.
Vários países têm adotado programas de conscientização e medidas específicas para diminuir o desperdício de água. No Japão, por exemplo, os orientais aproveitam a água depois de tratada em processos industriais.
A água quem vem dos ralos do box ou das banheiras também pode seguir por um cano até chegar a um pequeno reservatório e assim reabastecer os vasos sanitários de condomínios, hotéis, hospitais, clínicas, etc.Na cidade do México, o governo substituiu três milhões e meio de válvulas por vasos sanitários com caixa acoplada, de 6 litros por descarga, resultando numa redução de consumo de 5 mil litros de água por segundo.Nos Estados Unidos, além de ser obrigatório o limite de 6 litros para a descarga, a legislação também limitou a vazão de chuveiros e torneiras em 9 litros de água por minuto, o que resultou numa redução de 30% no consumo de água.
O problema da escassez de água é urgente. Para Sérgio Belleza, gerente da Divisão Tratamento de Águas da Argal Química "programas de conscientização são necessários em curto prazo. O uso racional da água tem que ser visto como fator urgente e prioritário. Além disso, as empresas têm que estar atentas à implantação dos modernos sistemas de reuso de água", finaliza o executivo.
(Fonte: JB Online)

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

DICA DE SUSTENTABILIDADE 6

Você é responsável pelos resíduos que produz. Evite o desperdício. Consumidor consciente não compra mais do que precisa, equilibra a sua própria satisfação com a sustentabilidade do planeta.

Antes de comprar alguma coisa pense se realmente ela será útil para você. E dê preferência aos produtos de boa qualidade e que duram mais, assim você estará ajudando a diminuir a quantidade de objetos que viram sucata em pouco tempo. Isso significa economia de dinheiro para você e de recursos naturais para o planeta.

Objetos que já não têm uso para você podem se úteis para outras pessoas. Não jogue no lixo roupas, móveis, eletrodomésticos, livros, revistas e outros objetos. Livros e revistas podem ser doados para bibliotecas e serão muito úteis para outras pessoas. Móveis, roupas, eletrodomésticos e outros objetos podem ser encaminhados para diversas instituições de caridade que farão bom uso desses objetos.

DICA DE SUSTENTABILIDADE 5

Um dos grandes problemas ambientais que vivenciamos hoje nas cidades é o excesso de lixo produzido e o que fazer com ele.

São caixas de papelão, isopor, embalagens plásticas, latinhas de refrigerante e cerveja, garrafas PET, sacolinhas plásticas, objetos e até mesmo móveis e eletrodomésticos que são diariamente descartados pela população indo parar nos lixões ou, o que é mais grave, depositados em terrenos baldios e jogados em rios. Tudo isso polui o meio ambiente, prejudicando o solo, a água e o ar.

O que você pode fazer para diminuir o impacto ambiental provocado pelo lixo produzido em sua casa ou trabalho: praticar os 3Rs é um bom começo. Ou seja Reduzir, Reutilizar e Reciclar.

Reduzir a quantidade de resíduos produzidos evitando compras desnecessárias.
Reutilizar, usar de novo, reaproveitar materiais que seriam jogados, utilizando-os de outras formas.

Reciclar utilizar produtos que seriam descartados como matéria prima para a produção de novos produtos.

O QUE RECICLAR

Saiba o que pode ser encaminhado para a coleta seletiva e o que deve ir para o lixo comum.

PAPEL:

Separe para reciclagem: Papéis de escritório, papelão, caixas em geral, jornais, revistas, livros, listas telefônicas, cadernos, papel cartão, cartolinas, embalagens longa-vida, livros.

Jogue no lixo, pois não é reciclável: papel carbono, celofane, papel vegetal, termofax, papéis encerados ou palstificados, papel higiênico, lenços de papel, guardanapos, fotografias, fitas ou etiquetas adesiva

PLÁSTICO:

Separe para reciclagem, retirando antes o excesso de sujeira: sacos, CDs, disquetes, embalagens de produtos de limpeza, PET (como garrafas de refrigerante), canos e tubos, plásticos em geral.

Jogue no lixo, pois não é reciclável: plásticos termofixos (usados na indústria eletro-eletrônica e na produção de alguns computadores, telefones e eletrodomésticos), embalagens plásticas metalizadas (como as de salgadinhos), isopor.

VIDROS:

Separe para reciclagem, retirando antes o excesso de sujeira: garrafas de bebida, frascos em geral, potes de produtos alimentícios, copos.

Jogue no lixo, pois não é reciclável: espelhos, cristais, vidros de janelas, vidros de automóveis, lâmpadas, ampolas de medicamentos, cerâmicas, porcelanas, tubos de TV e de computadores

METAIS:

Separe para reciclagem, retirando antes o excesso de sujeira: latas de alumínio (refrigerante, cerveja, suco), latas de produtos alimentícios (óleo, leite em pó, conservas), tampas de garrafa, embalagens metálicas de congelados, folha-de-flandres.

Jogue no lixo, pois não é reciclável: clips, grampos, esponjas de aço, tachinhas, pregos e canos

fonte: http://www.akatu.org.br

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

DICA DE SUSTENTABILIDADE - 4

Efeito estufa, aquecimento global, mudanças climáticas: são expressões que ouvimos com uma freqüência cada vez maior.

Você sabe o que significam? Na atmosfera existem alguns gases que protegem a Terra e conservam o calor mantendo uma temperatura adequada à vida o planeta: esta manutenção da temperatura é o efeito estufa, necessário à nossa sobrevivência.

Os gases do efeito estufa são o dióxido de carbono, o metano, o óxido nitroso, o ozônio e o clorofluorcabonos, conhecidos como CFC.

O problema é que algumas atividades humanas fazem com que esses gases do efeito estufa sejam liberados em quantidades muito grande na atmosfera e a temperatura da Terra aumenta: isso é o aquecimento global.

Com o aumento da intensidade do efeito estufa temos o aquecimento global e as mudanças o clima que já estamos presenciando: o aumento de furacões, inundações e secas, por exemplo.

"Declaração de Curitiba" encerra encontro da ONU sobre Biodiversidade

A aprovação da "2ª Declaração de Curitiba Rumo a Nagoya" encerrou nesta sexta-feira (8) a 2ª Reunião sobre Cidades e Biodiversidade, organizada pelas Nações Unidas (ONU), por meio da Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB).

O encontro foi preparatório para a próxima Conferência das Partes sobre Diversidade Biológica (COP 10), em Nagoya, no Japão, em outubro próximo. Participaram da reunião, que começou na quarta-feira (6), no parque Barigui, prefeitos e representantes de 43 cidades de 11 países.

O documento aprovado pelos participantes reafirma o compromisso das cidades na preservação da biodiversidade. A versão final do documento será redigida semana que vem, e repassada a todos os participantes.

"Todas as discussões e debates travados aqui serão reunidos num plano de ação e levado à Nagoya, junto com a Carta de Curitiba. É uma corrida urgente nas ações, pois o que estamos perdendo é o que comemos, bebemos e respiramos", destacou Oliver Hillel, membro da CDB.

Em 2007, em reunião também na capital paranaense, surgiu a primeira "Carta de Curitiba",que foi levada pelo prefeito Beto Richa e aprovada durante a COP 9, em Bonn, Alemanha, em 2008. Na ocasião, Richa defendeu a participação mais efetiva das cidades dentro dos debates sobre biodiversidade feitos pelas Nações Unidas. Até então, as cidades então tinham participação paralela nas COPs.

"Das 300 convenções realizadas pela ONU, a da Biodiversidade é a primeira que adotou um engajamento das autoridades locais", explicou Hillel. As sugestões das autoridades e técnicos feitos nos três dias do encontro em Curitiba serão reunidas em um Plano de Ação, documento paralelo à Declaração de Curitiba.

Segundo Hillel, o plano terá três linhas. O primeiro deles é uma a sugestão de Richa sobre os Planos Diretores de Biodiversidade para as cidades. O Índice de Biodiversidade Urbana, defendido por Cingarupa é outro aspecto do Plano. São 25 itens reunidos em um indicador para auto-avaliação das cidades.

O secretário municipal do Meio Ambiente, José Antonio Andreguetto, encerrou o encontro. "É mais um passo nos debates e nas ações práticas", disse Andreguetto.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

2010: ANO INTERNACIONAL DA BIODIVERSIDADE



As Nações Unidas declararam 2010 como o Ano Internacional da Biodiversidade. É uma celebração da vida na Terra e do valor da biodiversidade para a nossa vida. O mundo está convidada a tomar medidas em 2010 para garantir a variedade da vida na Terra: a biodiversidade.




Site do Ano nternacional da Biodiversidade: http://www.cbd.int/2010/welcome/

DICA DE SUSTENTABILIDADE 3

Você separa seu lixo de forma adequada? Encaminha os produto que podem ser reciclados ou reaproveitados para os locais corretos? Evita desperdícios de água e energia? Evita poluir o ambiente em que vive? Dá preferência a produtos produzidos por empresas que cuidam da comunidade e do meio ambiente?

As ações que praticamos hoje terão alguma conseqüência no futuro. Estas conseqüências devem ser consideradas cuidadosamente, devemos pensar nas futuras gerações e agir de forma sustentável.

Todos nós podemos fazer alguma coisa pelo meio ambiente e pela sociedade em que vivemos, basta iniciarmos com as pequenas ações, pois, dessas muitas pequenas ações juntas podem surgir grandes resultados.

Lembre-se, todos somos responsáveis pela construção de um mundo melhor: os empresários, os governantes, eu, você, todos nós. Comece você a tomar atitudes sustentáveis.

Curitiba sedia nesta semana reunião da ONU sobre biodiversidade

Algumas das maiores autoridades ambientais do planeta estarão na capital paranaense de 6 a 9 de janeiro para a segunda Reunião de Curitiba sobre Cidades e Biodiversidade, organizada pelas Nações Unidas.
Entre as autoridades, o argelino Ahmed Djoghlaf, secretário-executivo da Convenção sobre Diversidade Biológica da ONU, o biólogo e documentarista canadense Jean Lemire e a sul-africana Kobie Brand, diretora do Conselho Internacional para as Iniciativas Ambientais Locais.
O evento é preparatório para a Conferência das Partes sobre Diversidade Biológica (COP 10) da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nagoya, no Japão, em outubro de 2010. As discussões e fóruns servirão de base para a definição de um Plano de Ação sobre a Biodiversidade dentro do Contexto Urbano.
Será o primeiro grande encontro internacional sobre meio ambiente após o encerramento da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP), em Copenhague, na Dinamarca. "Vamos avançar nas discussões sobre biodiversidade urbana e cidades sustentáveis, tema que será levado à próxima COP, em Nagoya, no Japão", explica o prefeito de Curitiba, Beto Richa, que abrirá a reunião. O encontro na capital também marcará o início das comemorações do Ano Internacional da Biodiversidade.
A indicação de Curitiba para sediar a convenção partiu de Ahmed Djoghlaf, secretário-executivo da Convenção sobre Diversidade Biológica da ONU. Já confirmaram presença 43 autoridades de 16 países, entre elas, o ministro do Desenvolvimento de Cingapura, Mah Bow Tan, e a secretária do Meio Ambiente do México, Martha Delgado Peralta. O Brasil será representado por Izabella Teixeira, secretária-executiva do Ministério do Meio Ambiente.
2ª Reunião de Curitiba sobre Cidades e Biodiversidade, organizada pela ONU
6 a 9 de janeiro
Parque Barigui, Curitiba.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

TRAGÉDIA EM ANGRA DOS REIS

Uma madrugada, duas tragédias

Duas tragédias abalaram Angra dos Reis na madrugada do dia 1º de janeiro de 2010. Na Ilha Grande, a queda de uma barreira encobriu a pousada de luxo Sankay, lotada de turistas, e mais sete casas, duas alugadas por temporada, que ficavam na enseada do Bananal. Vizinhos escutaram um forte estrondo do alto do morro às 3h30. Foi quando chegou a notícia de que toneladas de lama, galhos e pedras haviam encoberto um terço da pousada e as casas no entorno.


O impacto do desmoronamento levou corpos ao mar. Vizinhos ajudaram a socorrer vítimas soterradas, mas não conseguiram salvar a mulher que, só com a cabeça acima da terra, gritava para que procurassem primeiro seu filho.


No Centro de Angra, uma encosta cedeu e deslizou por cima de várias casas no Morro da Carioca. Segundo os moradores da região, os deslizamentos ocorreram entre 2h30 e 4h, quando muitos já estavam dormindo.


Cerca de 120 homens da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros se empenharam no trabalho de resgate dos corpos no Centro e na Ilha Grande. O governo do Estado pôs todos os helicópteros das polícias Militar e Civil, e do Corpo de Bombeiros para auxiliar no transporte de feridos e dos corpos. A Marinha do Brasil também está apoiando a Defesa Civil de Angra dos Reis com o transporte de pessoal e fornecimento de alimentos para as equipes. Na Ilha do Bananal, a Marinha também faz a interdição da área marítima.


DESLIZAMENTOS DE TERRA: É POSSÍVEL EVITAR OU MINIMIZAR SEUS EFEITOS

O ano de 2010 começou com tristes notícias de inundações e deslizamentos de terra em várias regiões do país, eventos que resultaram em mortes, feridos e perdas materiais para muitas famílias.

Segundo a Defesa Civil, “a época de ocorrência dos deslizamentos coincide com o período das chuvas, intensas e prolongadas, visto que as águas escoadas e infiltradas vão desestabilizar as encostas. Nos morros, os terrenos são sempre inclinados e, quando a água entra na terra, pode acontecer um deslizamento e destruir as casas que estão embaixo”.

Os deslizamentos de terra, quando ocorrem em regiões habitadas são responsáveis por tragédias como a que ocorreu nesses primeiros dias de 2010. E, embora seja um fenômeno natural, a ação humana pode interferir e agravar tal fenômeno.

Segundo a Defesa Civil, algumas atitudes podem contribuir para evitar ou minimizar os efeitos dos deslizamentos de terra:
  • Não destrua a vegetação das encostas;
  • Você pode consertar vazamentos o mais rápido possível e não deixar a água escorrendo pelo chão.
  • O ideal é construir canaletas.
  • Junte o lixo em depósitos para o dia da coleta e não deixá-lo entulhado no morro.
  • Não amontoe sujeira e lixo em lugares inclinados porque eles entopem a saída de água e desestabilizam os terrenos provocando deslizamentos.
  • Não jogue lixo em vias públicas ou barreiras, pois ele aumenta o peso e o perigo de deslizamento.
  • Jogue o lixo e entulho em latas ou cestos apropriados.
  • Não dificulte o caminho das águas de chuva com lixo por exemplo.
  • As barreiras em morros devem ser protegidas por drenagem de calhas e canaletas para escoamento da água da chuva;
  • Não faça cortes nos terrenos de encostas sem licença da Prefeitura, para evitar o agravamento da declividade.
  • Solicite a Defesa Civil, em caso de morros e encostas, a colocação de lonas plásticas nas barreiras.
  • As barreiras devem ser protegidas com vegetação que tenham raízes compridas, gramas e capins que sustentam mais a terra. Em morros e encostas, não plante bananeiras e outras plantas de raízes curtas, porque as raízes dessas árvores não fixam o solo e aumentam os riscos de deslizamentos;
  • Pode-se plantar para que a terra não seja carregada pela água da chuva. Perto das casas: pequenas fruteiras, plantas medicinais e de jardim, tais como: goiaba, pitanga, carambola, laranja, limão, pinha, acerola, urucum, jasmim, rosa, pata-de-vaca, hortelã, cidreira, boldo e capim santo. Nas encostas pode-se plantar: capim braquiária, capim gordura, capim-de-burro, capim sândalo, capim gengibre, grama germuda, capim chorão, grama pé-de-galinha, grama forquilha e grama batatais. A vegetação irá proteger as encostas. Em morros e encostas não plante mamão, fruta-pão, jambo, coco, banana, jaca e árvores grandes, pois acumulam água no solo e provocam quedas de barreiras.
 

Agncia Trevo